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Posts Tagged ‘Twitter’

Todos formados pela escola Ary Toledo.

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Na verdade, ela foi mais presa para deixar de ser idiota (o que certamente não vai acontecer).
A jornalista, achando que ficaria milionária com um processo em uma empresa aérea, passa a achar que é autoridade. Novamente, ela é jornalista e se acha uma autoridade. Mas, isso é Natal para vocês.
Segue abaixo o relato em primeira mão de uma testemunha (o nome da sujeita foi elipsado por motivos óbvios, mas se eu soubesse, diria aqui certamente):

Atraso de vinte minutos já deveria ser considerado desacato sozinho.

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Antes de continuar aqui, por favor leiam o seguinte texto, publicado na Carta Potiguar (é curtinho e abre em outra janela): Show de Chico Buarque, empresas e privilégios

Leu? Pois bem.
Alguns natalenses estão reclamando que o show de não-necessidade-básica de um artista profissional mundial e multidecadalmente (isso é uma palavra?) famoso, numa casa de shows particular, situada em um shopping center também particular está custando mais do que eles podem pagar.

Eis que no zoológico Twitter começa uma aula de capitalismo básico. Só que ao contrário.

Ou, traduzindo, “cadê alguém para pagar o meu?”

Pronto, agora sim. Clareza é o melhor negócio, sempre.

Isso. Não deseja mal às suas amigas numa mídia a qual elas tenham acesso.

Ah. Eu pensei que talvez ela parasse de desejar o mal dos outros, mas agora ela apenas mudou de time. Sua posição em relação ao bem-estar do que ela considerado “inimigo” continua bem clara.
10 pela consistência, zero pelo humanismo.

Eu reclamo muito. Quem já leu mais de cinco linhas do que eu escrevo está agora pensando para si “SÉRIO!? UAU! CONTE OUTRA! ÁGUA É MOLHADA?”, mas eu gosto de pensar que sempre reclamo de algo justo, que pode ser melhorado. Alguns tipos de reclamação são tão vazios que nem eu, O Reclamão, entendo.
Por exemplo:

“Show” não é cultura, querida.

Oxe, quer cultura mas é contra a cultura? E se “os bacanas” vão de todo jeito, de que adianta o povão não ir?

Alternativamente, podem dizer que você deixou de ser lisa e de tentar comparar aro de óculos com a força nuclear fraca.

Eu não gosto de dizer que quem reclama é invejoso ou o faz de birra, mas tem horas em que é inevitável…
Essa pessoa está reclamando de um preço – segundo ela – mercenário e passa a agredir quem pode pagar. Me parece que ela está reclamando mais de quem vai do que de quem cobra. Que, neste caso, é o cantor.
Ou ela acha que Chico Buarque vem cantar em Natal por caridade?

Outro exemplo de falta de entendimento básico do sistema no qual se está inserido (nota: o tuíte a seguir foi enviado através de um BlackBerry).

Uma passagem de ônibus para Fortaleza custa R$69. Ida e volta, um lache + suco, já custa o preço do show aqui. Se precisasse escolher, escolheria não passar dezoito horas num ônibus para ver uma hora e meia de músicas que estão disponíveis a anos em coletâneas de Os 20 Sucessos De e similares.

https://twitter.com/#!/kadupessoa/status/192247536436781057
Novamente, aparatos oculares e forças fundamentais.

O que Madonna em São Paulo, se apresentando num estádio com 85 mil lugares (fora o gramado), tem a ver com as calças de Chico Buarque se apresentando num teatro com capacidade para pouco mais de miliquinhentas pessoas sentadas?

Outra. Essa aqui entende ainda menos de como as coisas funcionam.
Ou então apenas não sabe organizar bem as ideias antes de tuitá-las:

Eu. Eu não ficaria.

Certamente. A lotação do teatro é pequena. E teatro foi feito para o povo de natal que pode pagar. Tem uma diferença.
Aliás, até quem for de fora daqui, e tiver dinheiro suficiente, pode comprar ingresso. O teatro não foi feito “para o povo de Natal”. Foi feito para o patronato, qualquer que seja, que está disposto a assistir à função corrente.

“Se desfazendo” ou “desmerecendo”? Quero acreditar que ela apenas cometeu um erro cognitivo.
Parece que ela está com medo de que Chico Buarque leia o que ela está dizendo, fique com raiva e nunca mais queira falar com ela. Sem falar que “boa música” não é, digamos assim, exatamente um termo absoluto e incontestável. Especialmente neste caso, se referindo ao supra-citado.

Natal não é Recife, o estádio de Recife não é o teatro do shopping. MacCartney não é Buarque. Suportes para lentes corretivas não são decaimento radioativo. Falsa analogia em vários níveis.

Já pensou a tragédia quando qualquer artista morrer? Como ficarão os fãs de Elvis Presley quando ele morrer e ninguém mais no mundo tiver acesso a seus shows? Seria uma tristeza para mim deixar de ouvir Led Zeppelin e Luiz Gonzaga quando não mais tiver acesso a seus shows…

Que era o preço de um CD no fim da década de 90, quando muita gente comprava discos por causa de uma única música. Lembra? Fora que um show com vinte e cinco músicas não é nada mal. O ruim é ele começar a cantar uma e finalizar depois de um terço completa (o ingresso custa R$380).

“Nosso”? Flávio Rocha já aceita sócios? Tá, eu sei, estou forçando já. Mas lembrem-se que já estabelecemos acima que o teatro não é necessariamente “nosso” ou “deles”. É de quem possa pagar o ingresso.
Outro que parece não querer que Chico fique de mal dele. Aliás, como ele sabe que o cantor não está cobrando mais caro aqui que em qualquer outro lugar? Contratos assim costumam ser sigilosos. Não por alguma cláusula específica de não-divulgação de conteúdo, mas pelo simples fato de que não interessa a mais ninguém o preço que dois particulares acordam entre si.

Ou, por outro lado, pode apenas ser uma pessoa que vive do seu salário normal e não gasta descontroladamente com qualquer besteira como um animal sem funções cerebrais avançadas e, depois de economizar honestamente, pode se dar ao luxo de gastar quatrocentas pilas num agrado para si.
Não precisa ser rico, basta ter uma poupança ou miaeiro e o mínimo de senso de projeção.

Sr. Peão, o salário mínimo não serve para custear esse tipo de coisa. Note:

DECRETO-LEI N.º 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943

CAPÍTULO III
Art. 76 – Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época e região do País, as suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.
Art. 81 – O salário mínimo será determinado pela fórmula Sm = a + b + c + d + e, em que “a”, “b”, “c”, “d” e “e” representam, respectivamente, o valor das despesas diárias com alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte necessários à vida de um trabalhador adulto.

Viu que não tem “valor das despesas com o show de Chico Buarque no Teatro Riachuelo”? Nem sequer “despesas com shows” ou ainda menos “despesas com entretenimento de qualquer espécie”? Foi para isso que Javé inventou aquela caixa mágica de imagens dançantes que alguns chamam de televisão (o nome real é televisor, que diz respeito ao receptor, enquanto aquela é a denominação da transmissão, mas vamos voltar ao rumo).
Quem ganha salário mínimo não deve ir a shows de artistas mundialmente famosos em teatros caros. Ou, se quiser ir, tem que começar a economizar de agora.

Finalmente, meu último exemplo de total desconhecimento do sistema financeiro vigente (apesar de, segundo seu próprio perfil, ser empresária):

Como o dono de uma empresa pode “superfaturar” algo em sua própria empresa? #comôfas?
O preço cobrado é esse. No ingresso não vem dizendo “R$1,50 com direito a caipirinha”. É trezentos e tantos reais, todo mundo sabe, tem até escrito nos cartazes e, ao contrário de impostos, só paga quem quer. Como há superfaturamento?
Pode ser um valor alto, um preço caro, exorbitante, etc, mas nunca “superfaturado”.

Uai. Vai ver no Rio, então. Aliás, eu soube que lá é de graça! Aproveita!
Fora que, voltamos inevitavelmente ao começo do ciclo de falsas analogias.

Um outro (não achei o tuíte) chegou a chamar de “elitização da cultura”. Mas não é.
Esse episódio demonstra um outro fenômeno. A “democratização da burrice”.

Enquanto isso, o excelente show do Macaxeira Jazz com o soprador de flauta japonês Nakagawa custou o ultrajante valor de um Real. Isso sim é divertimento para quem ganha salário mínimo.

Finalizando, leiam este trecho do excelente texto de Ítalo Guedes, meu colega de Scienceblogs, sobre a recente “cultura” preferida:

Perguntado por que não canta mais, [Geraldo Vandré] é bem claro – porque não há espaço mais para uma arte de qualidade, há espaço e desejo de consumo de entretenimento, de “cultura” massificada e sem significado.

Novamente, o Macaxeira Jazz se apresentou com um convidado vindo do outro lado do mundo num espetáculo com som bom, ambiente agradável, cadeiras e banheiros, “cobrando” R$1,00.

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Pense novamente.

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Discrepância

Eu escrevi um texto no 42. sobre algo que me deixou muito triste: o desdém político norte-riograndense com a iniciativa de Miguel Nicolelis em montar um instituto de pesquisa de ponta em Natal, o que causou uma certa repercussão no Twitter.

Um dos comentaristas mais veementes me chamou atenção, não pelo apoio que estava me dando, mas pela discordância interna da sua própria sequência de ações. Vejam a tela capturada por mim no dia 18 de julho (inverti a ordem dos tuites para não estragar o desfecho, mas clicando na imagem é possível ver a tela original):

Esse “fabiofaria33” é o deputado candidato a reeleição Fábio Faria, cuja trajetória na Câmara inclui comprar passagens para artistas famosos usando o dinheiro do contribuinte e posteriormente mentir a respeito.

Mas, pelo menos o Flamengo fez um gol.
E é isso que realmente importa, né?

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Graças a um ataque vilipendioso perpetrado pela polícia do Twitter contra a minha suposta liberdade de expressão e de interação com meus convivas sem medo de represálias e/ou censura, me ausentarei indeterminadamente da plataforma.

Infelizmente, certos ataques ferem mais profundamente que qualquer provocação trollesca, pois partem do que poderia ser percebido como o “lado aliado”, que até então emanava uma agradável aura de admiração e respeito mútuos, mas que, no fim das contas, mostra seu lado mefistofélico, egoísta e prepotente.

Talvez, no entanto, isso seja a semente de algo bom (como o ‘panteão dos deuses’ é fruto consequente do embuste da traidora Reia), já que terei um tempinho a mais para me dedicar a escrever coisas mais profundas que não caberiam em 140 caracteres.
E, sendo meus blogues meus domínios, qualquer agressão semelhante vai direto para a gaveta “Trolls”.

Andam dizendo que o bom humor morreu. Não sei se é verdade ou viés de observação, mas prefiro não comentar enquanto o meu está em coma.

Mundo, três a zero pra você…

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Na minha época era mais fácil manter a privacidade familiar longe da vista de estranhos simplesmente mantendo os filhos em casa, na casa dos amiguinhos e com a boa e velha “não fale com estranhos”.

As mentes infantis de hoje saem de casa com muito mais força (apesar de seus corpos jamais se levantarem da cadeira) do que a geração anterior jamais conseguiria.
Quando tinha oito anos eu “sempre quis” ver o banheiro feminino por dentro mas nunca me deixavam.
Hoje em dia a Internet resolveu isso. Com uma diferença fundamental; ao mesmo tempo em que meu filho pode visitar banheiros ao redor do mundo, sua casa fica também aberta a qualquer visitante.

Crianças não sabem administrar informação.
Sempre deixam escapar um ponto de referência, um destino ou até mesmo um número de telefone.
Por mais grupal que seja um determinado encontro colegial no shopping, o painel onde estão as informações local/horário é público e todos os leitores são anônimos, pelo menos até o momento da reunião.

Já adolescente, o canal de IRC que eu frequentava era visitado intermitentemente por trinta e tantas pessoas, sendo pelo menos metade delas perenes. Em dias de pico, tínhamos até mais de quarenta pseudônimos ao mesmo tempo.
Nós organizávamos IRContros de vez em quando e era rotina nos encontrarmos em locais e horários fixos pré-estabelecidos, devidamente anunciados no tópico do canal. Nunca vi mais de vinte pessoas em qualquer desses encontros.

Os outros adolescentes que iam, se reuniam e faziam uma versão real da sala virtual de bate-papo. A confusão era exatamente a mesma, com a diferença que nada ficava registrado para a posteridade em formato escrito.
Mais de uma vez, aliás, quase todas as vezes que estávamos entretidos com nossas próprias conversas, notávamos um flash disparar e sempre supomos que fosse a segurança do shopping, se prevenindo contra aquela potencial turba de hormônios cobertos de tecido preto.
Hoje, enquanto pensava nisso já sem tanta inocência, creio que há uma alternativa um tanto quanto mais… patológica.
O shopping que nos recebia sempre teve câmeras de vigilância e seguranças fardados perfeitamente visíveis e bem distribuídos pelos corredores. Por que empregariam um fotógrafo a paisana para registrar estaticamente nossas ações que, certamente, já estavam sendo gravadas em vídeo com movimento, cores e em tempo real?

URGH!

Mas, pelo menos já éramos crescidinhos e sabíamos (mesmo que minimamente) nos defender de velhos tarados.
Mas e se fossemos crianças? Eu já vi inúmeras delas em outro estabelecimento comercial condominial que certamente marcaram de se encontrar lá em horário específico.
Talvez ao vivo, no colégio, mas muito provavelmente via Orkut, Facebook, Twitter ou outra rede social da moda. Todos eles abertos aos olhos de desconhecidos com os quais não se deve falar ou de quem não se deve aceitar carona.

Como eu disse anteriormente, não existe mais privacidade. Só nos resta agora divisar um plano de contenção de danos.

Antes era só não deixar o filho sair. Hoje temos que retirar seus privilégios eletrônicos.

E isso é impossível.

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