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Posts Tagged ‘Piadas’

Já que o novo papa é um argentino e Buenos Aires tem um bairro chamado Boca, usaram muito “quem tem boca vai à Roma”. Apesar do Vaticano não ser em Roma (que é uma cidade) mas sim um país soberano.

Se fosse brasileiro, o papa chico (que se traduz em português como “come menino”), as piadas seriam, inevitavelmente ao redor de “deus é brasileiro”. Talvez com alguma variação tipo “aí já é nepotismo” ou algo parecido.

Se fosse britânico, em algum momento o Twitter explodiria com ^piadas^ (aspas irônicas) envolvendo o hino nacional God Save the Queen. Talvez cleycianniamente fundindo as duas línguas, como “já que god tem que save a the queen, ele mandou o papa” ou algo semelhantemente ridículo. A mesma pseudopiada serviria para um papa sul-africano, mas quem faz e acha engraçado esse braço trocadilhiano geralmente não sabe que existe um negócio chamado “commonwealth”.

Se o papa fosse indiano (ou de qualquer raça semelhante), iriam sem dúvida alguma perguntar “ele é o papa de qual deus?” e cair numa risada potencialmente mortal.

Durante a votação [1] leu-se muito sobre a fumacinha branca e o candidato jamaicano.

Qualquer um do Oriente Médio deveria escolher para seu nome artístico Papa Jesus II.

Um australiano eleito seria saudado imediatamente com “vai para a igreja num canguru” ou por tuiteiros usando alguma frase de efeito de Crocodilo Dundee. Pessoalmente, eu preferiria usar alguma alusão a Priscila, A Rainha do Deserto em relação aos vestidos e opulência geral do ultrapadre.

No caso de um português no cargo, não faltariam piadas racistas contra portugueses que nada teriam a ver com a igreja ou o papado. Penso em algo como “sabe como o Papa Juaquim reza? De costas para o altar HAHAHAH” e tendo vestido a roupa do avesso. Tem também o lado raço-machista, que incluiria um “até mulher tem bigode, não tem como saber se é uma mulher de vestido HEHEHEHE”.

Apesar de já morar no Vaticano, se um italiano (Papa Luigi?) virasse papa, os jênios diriam, com bastante ênfase nas palavras-chave e com explicações e esclarecimentos, “deve ser bom que pega pouco TRÂNSITO pra ir trabalhar. PORQUE ELE JÁ MORA LÁ, SACOU? O Vaticano é NA ITÁLIA, e ele é ITALI” argh, não consigo nem ironicamente. Me dá uma coceira na úvula.

Se fosse mexicano, perguntariam “ele vai trocar o chapéu de papa por um sombrero?”
Aaah, estou passando ligeiramente mal. Mas preciso continuar, é para o bem da humanidade.

Uma única piada que talvez tivesse um Ångström de graça seria caso o papa fosse nórdico. Porque alguém poderia dizer “olha, finalmente um papa da mesma raça de Jesus” e ser conseqüentemente bloqueado por todos aqueles que acham que fazer piada com Jesus Galego é imperdoável.

Se fosse francês, iam dizer que ele ia rezar a missa e consagrar não uma hóstia, mas um croissant. E ia beber os melhores vinhos.

Ou vodca, se fosse russo. Além de mandar instalar uma câmera de bordo no papamóvel.
Sério, tentar pensar em coisas desse nível encolhe meus testículos por causa da angústia de pensar que realmente existe gente assim com mais de 17 anos. Vou parar.

Mas bem que o papa poderia ser etíope ortodoxo. Porque aí ninguém teria uma piada adequada e, de repente, o Vaticano se tornaria uma ameaça política.
Fora que a Arca da Aliança seria finalmente revelada, derretendo todos os nazistas ao redor (obscuro demais para você?).

E outra coisinha: “papa” não é um acrônimo para “Pedro apóstolo, pai dos apóstolos”. Isso é retardado e quem acha que esse é o caso é um retardado. “Papa” é uma forma de se referir a um pai, tipo um “painho” grego. “Padre”, por exemplo, é a mesma coisa.

———

[1] Ou conclave, onde supostamente é o Espírito Santo quem escolhe seu representante, apesar de não conseguir convencer todos seus subordinados de primeira (onipotência, alguém?) e de às vezes escolher errado, como foi o caso de Ratzo, o Desistente (onisciência? Não, ninguém?). Tirando o fato de existir uma “lista de favoritos”.
Dissonância cognitiva é uma das coisas mais fascinantes que existem.

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De novo.

em número quanto é 1 bilhão? – Um exemplo de pergunta que contém a própria resposta.

tecnicas de enchimento de rosto a lapis – Ui!

Piada que contenha começo, meio, e fim. – Eu acho que conheço o sujeito que procurou isso. Um tal que não gosta de contar o fim das piadas…

mim dê exemplos de materiais gasosos? – ¿

chapéu fada + bruxa + molde – Semana passada eu estava pensando em profissões extintas e uma delas é reformador de chapéu.

quero números fortes para jogar na maga senaDOIS!!!

Em que parte do corpo estão receptores da visão,do alfabeto e do paladar? – Assim que eu parar de rir eu penso em algum comentário..

E para manter a tradição, qual o primeiro esporte praticado no mundo? Acho que a corrida evolutiva.

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Quem veio primeiro?

tirinha

Vi no 100nexos e me identifiquei.

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mais

e excesso de parêntesis.

Tudo isso vocês encontram agora no meu lablogatório.

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Fim-de-semana.
Eu não escrevo nos fins-de-semana, mas tem gente que vem aqui dar uma lidinha no que eu disse durante a semana.
Para tais indivíduos, eu faço compilações (é nessa hora que vocês se sentem apreciados e ruborizam por eu lhes dar atenção)!

Sem mais delongas (fora essa última frase, esta aqui e a próxima), vamos aos links.

Começando pelo começo, a antologia completa desse arrumado:
Primeira tentativa – ressaca, lápis, terremoto e fotos;
Segundo round – música, polêmica, luz e coincidências;
Terceiro reich – mosquitos, formigas, sabão e atração;
Quarto movimento – nomes, vidência, jogatina e alucinações;
Quinto colocado – sonar, álcool, relógios e trens.

Agora, os “novos”:

O peso (e as medidas) das coisas;

Decapodes ajudando a produzir o próprio habitat (fez sentido na minha cabeça…);

Divulgação nem sempre é uma coisa boa (ou pelo menos nem sempre é bem feita);

Como fazer uma professora de primário tremer (sem precisar sacudir mecanicamente);

Água suja, desmatamento, colonização, idiotas e seus filmes (é sobre o meio-ambiente não, podem ler sem abuso);

Da umidade da legislação (e da aferição de medidores);

E por enquanto é isso aí mesmo…
Posso escrever muito não e já me alcancei.
Acho que outro apanhado destes só ano que vem.

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Outro sábado, outro apanhado de artigos meus para quem passa por aqui pelas manhãs dos fins-de-semana pois tem mais o que fazer da vida durante o expediente.

Quem ainda não viu, tem mais um aqui, outro atrás deste link, mais um nesse canto e o último antes deste último pode ser encontrado no primeiro “último”.

Cliquem nas palavras sublinhadas e divirtam-se.

Minha produção foi drasticamente reduzida por vários motivos, mas mesmo assim eu ainda escrevi bastante.
Por exemplo: descrevi minha mulher ideal (e acabei achando!);

publiquei um trabalho (escrito por mim) que talvez comprometa a carreira de uma aspirante a médica (caso o professor dela esteja por aí verificando fontes);

expliquei como funciona um ultrassom enquanto me preparava para ter um feito em mim (não estou grávido, ainda bem);

aproveitei uma entrada num blogue dum amigo meu para me retratar de mentiras que espalhei sobre mamíferos peçonhentos (e cometi um erro matemático que ninguém notou mas ainda está lá para quem quiser apontar);

tirei a graça de alguns adágios quasifamosos (apesar de sempre achar que todos eles jamais foram engraçados);

expus meu próprio roubo de dois artigos excelentes sobre legislação de remédios e alimentos;

falei um pouquinho sobre álcool e joguei umas charadas no meio (para desviar a atenção do assunto real: densidade);

compartilhei com meus leitores a melhor maneira de acertar seus Medidores de Passado;

dei algumas razões práticas para a diminuição da minha pegada carbônica (e um mapa para a minha casa, para os que estão prestando atenção);

também inclui instruções de como construir ferrovias internacionais sem o uso de energia (nas ferrovias, não nas construções).

Escrevi mais que isso, mas preciso deixar alguma coisa para o próximo fim-de-semana.
Vão clicando aí no Calendário ali em cima, nas Etiquetas lá embaixo, nas Categorias aqui ao lado, para coisas minhas, ou nos links Nacionais e Internacionais para ver coisas de outros.

Quem quiser me conhecer, clique aqui ou no meu nome aqui no lado direito (abaixo de Autor).

E comentem. Preciso saber se tem alguém gostando (senão eu choro).

Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.

Não vão embora, eu sei fazer uma massagem Ótima!
Até a próxima!
=¦¤þ

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Nasci em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, sou brasileiro e nordestino de quinta geração (tem 1 português que foi bisavô do meu trisavô, mas o resto foi daqui), mas minha procedência não impediu que eu recebesse (não solicitadamente) um folheto do banco Itaú, com o seguinte texto:

1908
Ano em que o Japão iluminou o Brasil

Tudo bem, propaganda precisa se utilizar desses recursos mesmo, comemorar qualquer coisa para vender mais de qualquer outra coisa. Ao lado desse cabeçalho, há um desenho daqueles tradicionais, de uma japonesa com uma sombrinha de madeira e flores no cabelo com cartões ITAUCARD flutuando em frente a ela. Novamente, tudo bem.
A parte que me intriga é o texto que segue (transcrição ipsis litteris).

Igor,
Há um século, os navios japoneses cruzaram oceanos cheios de sonhos, esperanças e muita dedicação, buscando começar uma nova vida do outro lado do mundo.
Junto com os imigrantes, a cultura milenar japonesa também se estabeleceu em solo brasileiro. Até hoje ela nos influencia profundamente, na comida, no design, na indústria e em nosso dia-a-dia.
Por isso a Itaucard reconhece você como uma pessoa muito especial e oferece um cartão de crédito com limite pré-aprovado de R$1.800,00 para você realizar o que deseja.

???¿??

“Por isso” o quê? Qual parte desse texto mal escrito aí (oceanos esperançosos e dedicados, influência profunda da cultura milenar em nossa indústria, etc.) me caracteriza como uma pessoa passiva de ser reconhecida como muito especial?
Nem o grifo é meu, está escrito desse jeito!
Sério!

Outra:

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Isso é um TELEFONE! E esse aparelho eletrônico digital vai me fazer amar a minha vida? Notem que não é amar MAIS, é simplesmente AMAR!
Será que o gadget vem com um bom amigo e uma companheira interessante e inteligente?
Talvez acompanhe um aumento de salário como extra.
Pode ser também que ele proporcione calma e tranqülidade e contenha uma rede e um copo d’água sempre gelada. E conte com a função beijo-na-testa-de-boa-noite.

Eu tenho nada contra publicitários (fora preconceito natural), tenho até bons amigos que agem dessa forma.

Só queria deixar isso claro.

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