Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Mixagem’

Ano passado em coloquei aqui para a audição e apreciação geral meu estudo de escala e quebra de paradigmas chamado Forró Bizantino. Hoje, vasculhando um arquivo num DVD de backup, achei uma versão que não sabia que existia.
Exatamente em primeiro de julho de 2005 (o nome do arquivo de música é a data – 01-07-05.mp3, mania que, acho, todos deveriam adotar) eu gravei essa versão com um toque percussivo caribenho que falta na primeira (clique aqui para ouvir e comparar com a versão oficial).

Não estou com meu diário de estúdio comigo (por algum motivo ele só existe em cópia física, caneta em papel) então não posso dizer o que estava fazendo naquele dia. Mas é seguro supor que eu deveria estar meio entediado, com acesso ao estúdio e sofrendo de complexo de complexidade desnecessária.

Sempre lembrando que tudo aí está sendo tocado por mim, apesar dessa sensação de banda ao vivo ensaiando (o que me ajuda na suposição de que eu estava entediado e apenas gravando trilha em cima de trilha sem me preocupar muito com estruturas). Pela atmosfera, acredito que tenha deixado todos os microfones abertos enquanto gravava coisa por coisa, daí tanto vazamento (que contribui para soar “ao vivo”).

———

Achei também outras gravações mais caseiras, da época em que eu musicava com cavaquinho o que meus amigos escreviam no IRC. Mas nenhuma censura livre o suficiente para colocar aqui. Talvez no UÔLEO v.2.1 – sem censura, quem sabe.

Read Full Post »

Quando estudante de gravação, no longínquo ano de 2005, um dos meus primeiros projetos foi registrar um anacrônico estudo de escala no campo da composição. Conhecida mais comumente por escala “harmônica dupla”, eu descobri alguns anos antes um nome muito mais legal, mesmo que menos usado: escala bizantina.

Autores didáticos costumam dizer (acho que é uma lei que os obriga, deve ser) que essa escala “soa estranha/exótica aos ouvidos ocidentais”. Eu diria que o modo mixolídio com sua sétima diminuída também se encaixaria naquela definição, mas isso nunca impediu Luiz Gonzaga de fazer sucesso com Asa Branca.
Daí me veio a ideia de tentar compor um forró usando aquela escala que “soa exótica”, tanto como um desafio composicional quanto para banalizar um pouco essa “estranheza” que simplesmente não deveria existir (sou contra restrições artísticas que partem de cima para baixo).

Por outro lado, mesmo tendo crescido ouvindo Xote, Xaxado, Arrasta-pé[1], Baião e Forró tradicional, nunca fui de criar monotematicamente algo que pudesse ser mais complexo e “esquisito”. Isso, combinado com um ar de quase improviso (compus, gravei e mixei tudo já dentro do estúdio, sozinho, nas quatro horas que tinha disponível e no meu primeiro semestre de curso, tanto que nem tenho as notas de produção) e acesso somente a guitarra, baixo e bateria, fiz mais um forróck do que qualquer outra coisa, mas usando somente a tão “exótica” escala bizantina.
Acho que fui bem sucedido. Só acho, nunca tive certeza (jamais revisitei a música, então essa aí embaixo é a primeira versão, única e definitiva).

Comente. Diga o que achou.

———
[1] Nos bailes das primeiras décadas do século 20, conhecidos geralmente por rala-bucho, bate-coxa ou forrobodó (adivinha o que uma corruptela deste último termo passou a denominar?), os participantes dançavam no chão de terra batida, literalmente arrastando os pés normativamente calçados com chinelas de solado de couro ou madeira, criando um onomatopéico som de “xaxando” que servia como um instrumento extra, acompanhando o fole (sanfona ou acordeão, também chamado de “gaita” por algum motivo) ou o pandeiro. Eu recomendo fortemente que todos vocês mergulhem fundo na história cultural nordestina, dos Cristãos Novos ao gibão de couro, do alaúde árabe dos “turcos” vendedores de tecido aos “gaitêros” vendedores de cavaco-chinês. Para vocês quatrocentões, o Nordeste pré-televisão é tão alienígena quanto a Terra-Média de Tolkien.

Read Full Post »

Revendo meus arquivos, não cri quando notei a falta de Mofino e Lastimoso, grande sucesso de outrora com letra totalmente inspirado em Caluda, Tamborins, de Mario Lago, e de teor reminiscente a acontecimentos do sodalício.

Apreciem.

Read Full Post »

Pergunta: o que dá o cruzamento de uma versão em 1995 de uma música de 1973, um engenheiro especialista em edição/baterista estudante de polirritmos com duas horas para gastar, samples variados e um programa de edição de áudio?

Resposta: a faixa bônus do Quivering Blue Funk, meu primeiro álbum (ainda a ser lançado oficialmente no Brasil).

E aí, melhor ou pior do que qualquer representante da enxurrada desse “ritmo” novo que surgiu no segundo semestre deste ano?
Se não gostarem, eu chamo de “arte”, aí ninguém pode mais reclamar. Ou então faço um vídeo com alguma dança contemporânea e mato dois clichês com a mesma pedra.

Read Full Post »

Trocadilho fantástico, não?
Eu esqueci o nome original e fiquei com preguiça de procurar, mas o esquema é o seguinte: minha formação acadêmica inclui produção musical e a música a seguir foi criada para um trabalho valendo nota, onde deveríamos remixar uma música dada.
Como eu notei que todos iam seguir o padrão e remixar dentro do mesmo gênero, resolvi afunkaiar a música e, pasmem, tirei dez na matéria.
=¦¤þ

Até onde eu tenho certeza, bateria e guitarra wah sou eu. O baixo e a segunda guitarra passaram por várias mãos (inclusive as minhas) e precisaria checar as anotações da produção para confirmar quem ficou na versão final.
Mas quem está mantendo placar, não é?
O arranjo é meu e a voz foi magicamente retirada da versão original.

(A introdução tutztutz não faz parte da música, é só um exemplo para dar uma noção da original.)
Depois disso, sem me avisar, meu professor mostrou minha versão para os produtores da música original e eles quiseram usá-la como lado B do single da música que seria lançada em vinil!
Desde que eu aceitasse regravar sem a “parte pesada”. O que não seria problema algum.
Mas, obviamente, não conseguiram fundos da gravadora e lançaram a música em MP3 mesmo.

Para ouvir mais faixas do meu disco inédito, clique aqui.
Para sons em geral produzidos por mim, eis outro link mais abrangente.


Quase certeza que a segunda guitarra não sou eu. Não parece meu estilo.
O baixo também está meio fora da curva, mas nada que meia hora de Motown e BlueNote antes de gravar não tivesse resolvido.

Read Full Post »

Agora, com vocês, Cavalgada (Zeal Monachorum).
O subtítulo da canção foi a inspiração para o título do meu disco, Quivering Blue Funk (ainda inédito no Brasil).

Eu escrevi até uma letra para essa música!
Pena que é totalmente fora do meu alcance vocal e mais ninguém das redondezas falava português (durante as gravações).
Talvez um dia, quem sabe, se eu achar o papelzinho onde escrevi a danada, eu a regrave com alguém cantando.


Se alguém insistir muito eu listo tudo que eu estou tocando aí.
Mas, por favor, não insistam.

Read Full Post »

Em mais uma das minhas aventuras musicais de alto teor científico, eu conto (em inglês, infelizmente) a história de Susi Suave, uma simpática Supersimetria que não gosta de causar divergências ultravioletas mas sente certo prazer em quebrar supergravidades e espera pacientemente por um par de Hamiltônios, seus potenciais parceiros.

Tive muito esmero com a gravação e passei muitas horas na mixagem me certificando de que a música seja horrível quando tocada em pouco volume.
Portanto, me façam um favor e a ouçam ALTO!

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: