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Posts Tagged ‘Luz’

Todo mundo trabalhou duas horas a menos ontem, também quero essa boquinha.

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Outra vez estatísticas inúteis.

Em Agora o mundo acaba!:

Será que existe mesmo uma loja de nanobots?.
Se existir, pode até ser uma das “principais causas para que o mundo acabe”.

Talvez não um alto sacerdote, mas certamente existem os porcos na religião.

E acho que já tenho o desfecho mais espetacular para a saga: mundo acaba em fogo.
Ou até talvez uma tsunami em santos. Não sei ainda.

———

Em Onde comer (e beber) em Natal:

Alguém sabe o que não pode comer na quarentena? Porque eu não faço ideia.

E se o shimeji cheira estranho quando está cozinhando, o que fazer?

Talvez evocar o dragão fenx dê jeito.

E o que vai bem com cachorro quente? Fora qualquer coisa.

Alguém apareceu por aqui duas vezes procurando onde comer caldo de galinha e onde comer sopa de galinha. Minha sugestão: em casa.

Alguns erros são até bonitinhos, como arros com costelinha de porco. Demorei um pouco até entender.

Essa foi a melhor da semana: como decorar meu comercio de sorvetes. Eu usaria fotografias de bolas coloridas empilhadas impossivelmente altas numa casquinha.
Aliás, sabiam que em fotos publicitárias de sorvete o material usado é na verdade purê de batatas? Algo a ver com a temperatura da iluminação e tal…

———

Mas o melhor, como sempre, vem daqui mesmo.

Você pode até descobrir como construir fumace, mas acho que o Ministério da Saúde não apoia essa ideia.

E mais uma vez http://www.fardadoswordpress.com vem dar aqui. Muito estranho isso.

Eu também nunca entendi porque virgula no telegrama tinha que ser VG.

Esse negócio de terapia enteral em crianças tem muito cheiro de pseudociência. Concordam?

Um velho conhecido que deu as caras novamente, mas agora com uma nova escrita, foi mulheres fazendo sxy com cachorro. “Sxy” é um nome muito difícil de pronunciar em voz alta. Tentem.

E não existe melhor oração para conquistar e amansar a pessoa que uma dose de Rohypnol®.

Na seção non-sense, temos santos dá para ouvir isso que provavelmente foi alguém achando que o Google é beatificado;
Alguém que precisa de um site para escrever o nosso nome em grafite pois nunca ouviu falar em lápis;
Outrem com alergia a luz roxa, inédito para mim até então;
E indagações como sera que o monitor do pc faz uma pessoa ou então como virar um vampiro na vida real me intrigam mais que qualquer coisa.

A busca mais impressionante da semana foi . Apenas isso, nada mais. Só. Já estou expandindo para os monossílabos.

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Do suor feminino

Uma vez eu procurei por uma explicação razoável (nem precisava ser nada cientificamente provado, bastava fazer o mínimo de sentido) do porquê homens suam mais que mulheres.
Achei várias páginas dizendo que mulheres têm um mecanismo mais eficiente de dissipação de calor. Muito bem.
E?
Explicou o que eu já sabia. Mulheres suam menos porque não precisam.
Por que?
Minha busca foi frustrante e infrutífera.

Pois bem. Desisti disso, vou contar um causo.

Dia desses estava eu, num carro, esperando.
Escolhi uma sombra completa de uma árvore frondosa num canteiro central de uma rua calma de paralelepípedos e parei o carro embaixo.
Abri todos os vidros e a porta do meu lado para aproveitar o vento (venta muito em Natal nesta época do ano).
Tirei a camisa e me sentei um pouco mais para a frente, para desencostar as costas do encosto do banco e aumentar minha área de contato com o vento que soprava.

Não estava suando, mas também não estava me mexendo; estava no limiar da sudorese. Se levantasse minha sobrancelha com um pouco mais de vigor, suaria.

Uns dez minutos se passam e uma camionete estaciona do outro lado do canteiro, exatamente ao meu lado.

Uma mulher apenas habitava a carroceria.

Pelo que deu para perceber, ela parou para falar ao celular.

Do lado do canteiro em que ela parou, a sombra não era completa (muitos espaços na copa da árvore deixavam passar o sol) nem se estendia por toda a extensão do automóvel, deixando-o aproximadamente 75% sob luz solar.

Depois de algo que pareceu dez minutos (aproximadamente oito páginas do livro que lia, o que é uma maneira eficiente de contar o tempo enquanto leio, um página a cada minuto e vinte, sem me preocupar com o relógio), ela abriu o equivalente à largura de dois dedos humanos da janela do lado do passageiro, talvez numa tentativa de melhorar a troca de gases entre os ambientes interno e externo da buléia, como aquelas minúsculas aberturas em caixas de transporte de animais peçonhentos que são apenas grandes o suficientes para deixar passar moléculas gasosas e não a besta a ser transportada.

Mais alguns capítulos se passam e o fim da minha espera se aproxima e a motorista impávida, ao celular, sequer se abanou ou soprou o sopro dos que têm calor mesmo depois de meia-hora de gesticulação excessiva dentro de um carro lacrado (a não ser pelos cinco centímetros de respiradouro), com a maior parte de sua lataria escura de chapa ao sol (um transdutor de energia luminosa em energia térmica, de luz visível em luz infravermelha), que tremeluzia e criava um espetáculo hipnotizante de fatas morganas em sua superfície.

Enquanto eu, na penumbra, imóvel como um sapo defronte a uma cobra, seminu, com o máximo de contato com o vento (cuidadosamente estudado para ampliar sua potência e otimizar sua eficiência usando a posição do veículo, o ângulo da porta e a abertura dos vidros), sinto brotar, no alto das minhas costas, imediatamente abaixo do meu pescoço, uma gota de suor.

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Sempre que tiram uma foto minha eu passo algum tempo vendo isso aqui:

flash

Sabem por que?
Não?
Eu também não sabia, mas depois de muito experimentar na bancada do meu lablogatório com um coelho, um maçarico e uma barra de sabão, consegui descobrir e inventar uma explicação.

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Fim-de-semana.
Eu não escrevo nos fins-de-semana, mas tem gente que vem aqui dar uma lidinha no que eu disse durante a semana.
Para tais indivíduos, eu faço compilações (é nessa hora que vocês se sentem apreciados e ruborizam por eu lhes dar atenção)!

Sem mais delongas (fora essa última frase, esta aqui e a próxima), vamos aos links.

Começando pelo começo, a antologia completa desse arrumado:
Primeira tentativa – ressaca, lápis, terremoto e fotos;
Segundo round – música, polêmica, luz e coincidências;
Terceiro reich – mosquitos, formigas, sabão e atração;
Quarto movimento – nomes, vidência, jogatina e alucinações;
Quinto colocado – sonar, álcool, relógios e trens.

Agora, os “novos”:

O peso (e as medidas) das coisas;

Decapodes ajudando a produzir o próprio habitat (fez sentido na minha cabeça…);

Divulgação nem sempre é uma coisa boa (ou pelo menos nem sempre é bem feita);

Como fazer uma professora de primário tremer (sem precisar sacudir mecanicamente);

Água suja, desmatamento, colonização, idiotas e seus filmes (é sobre o meio-ambiente não, podem ler sem abuso);

Da umidade da legislação (e da aferição de medidores);

E por enquanto é isso aí mesmo…
Posso escrever muito não e já me alcancei.
Acho que outro apanhado destes só ano que vem.

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As unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI), segundo a Système International d’Unités são as seguintes (vai melhorar lá pra frente, prometo):

    Tempo – segundo (s)
    Comprimento – metro (m)
    Massa – quilograma (kg)
    Corrente elétrica – ampère (A)
    Temperatura termodinâmica – kelvin (K)
    Quantidade de matéria – mol (mol)
    Intensidade luminosa – candela (cd)

A partir dessas, todas as outras unidades podem ser medidas.
Por exemplo, Força (em newtons, ou N) é igual a massa (em kg) multiplicado por uma aceleração (m/s²), e aceleração é espaço (em m)dividido por tempo (em s) duas vezes.
O sistema é também usado para diminuir a quantidade de zeros, por exemplo:
Ao invés de 0,000 000 001 metro, usa-se 1nm (nanômetro)

Agora vem a parte boa!

Um segundo é precisamente medido usando-se átomos de césio 133. Sempre que um elétron de um átomo de césio 133 (esse número é o peso do átomo) mudar de camada nove bilhões, cento e noventa e dois milhões, seiscentos e trinta e um mil, setecentos e setenta vezes (9.192.631.770), teremos EXATAMENTE 1 segundo.
Mais preciso que navegar.

Um metro é calculado usando-se a medição de segundo e a velocidade da luz.
Quando um fóton (caroço de luz) no vácuo andar por 1/299792458 (um sobre duzentos e noventa e nove milhões, setecentos e noventa e dois mil, quatrocentos e cinqüenta e oito) segundo, terá percorrido um metro bem certinho.
Lembrando: 1/2 é igual a metade de alguma coisa, 1/4 dá um quarto, 1/10 é um décimo, 1/100 é um por cento, 1/1000 de um metro é um milímetro, etc.

Um ampére é medido da seguinte forma: corrente constante que, se mantida entre dois fios condutores retos e infinitos ou com seção transversal desprezível, afastados por uma distância de um metro no vácuo, produziria a força por metro de fio equivalente a 2*10^-7 (um 2 precedido por sete zeros, ou 0,00000002) newtons.
Aí vocês se virem para entender que este neguinho aqui tá com dificuldades. Eu só entendi que um amp faz muito pouca força entre um fio e outro.

Um kelvin de temperatura termodinâmica (que é a quantidade de energia térmica liberada por átomos esbarrando nas coisas e uns nos outros) é medida usando dois referenciais; zero absoluto e a temperatura do ponto triplo de uma água super purificada.
Zero absoluto equivale a -273,15° centígrados e é a menor temperatura possível por ser a temperatura onde todo movimento cessa e a energia é zero.
O ponto triplo da água do Padrão Médio da Água do Oceano de Viena (que não é de oceano, mas água puríssima, feita em laboratório e com um nome igualmente laboratoriado) é igual a 0,01º centígrados.
Ou, usando o sistema SI, 0 K (zero kelvin) e 273,16 K.
Depois é só torar a escala em vinte e sete mil, trezentos e dezesseis pedaços iguais e começar a medir boca e boga de menino.

Um mol (que difere da medida nordestina mói¹ por algumas ordens de grandeza) é um número bem grande (seis e uns quebrados seguido por vinte e três zeros), que representa o número de átomos de carbono presentes em 16g de carbono.
Um bilhão é o numeral 1 seguido por oito zeros. A constante de Avogadro tem quase três vezes mais zeros.

A definição de candela tem muito mais nome e requer muito mais conhecimento prévio (intensidade luminosa emitida por uma fonte, em uma dada direção, de luz monocromática de frequência 540*10^12 Hertz e cuja intensidade de radiação em tal direção é de 1/683 watts por esterorradiano), mas é mais fácil explicar como uma rodela de luz verde que, sendo produzida usando-se uma quantidade conhecida de energia, brilha com uma intensidade padrão de 1cd.

Tudo muito massa!
Ah, por falar nisso, faltou falar dela.

Um quilograma é a massa equivalente a um padrão composto por irídio e platina que está localizado no Museu Internacional de Pesos e Medidas na cidade de Sèvres, França desde 1889. Ele é um cilindro eqüilátero de 39 mm de altura por 39 mm de diâmetro.

“Mas que peba!”, eu escuto alguns dizendo.
E eu concordo. Tudo belamente calculado e precisamente medido, aí MASSA, um dos mais importantes, não tem um número absoluto, tem que ser comparado sempre a esse tôco de metal na França (o dicionário tem “frança” mas não tem “espanha” nem “alemanha”, e pode ser que nem “brasil” tenha, podem olhar!).

A comunidade científica, louca de agonia por causa disso, quer mudar a definição, usando pesos naturais imutáveis, como o peso de um átomo ou de um quark (as coisinhas que formam os prótons e neutrons), usando o tamanho de um quantum ou, similarmente ao mol, usando a constante de Avogadro e o peso do carbono.
Só não mudaram ainda porque todas essas medidas são minusculamente ínfimas (um quilo de elétrons teria 1.097.769.238.499.215.084.016.780.676.223 elétrons, um quantum é um zero seguido de uma vírgula e de trinta e quatro zeros antes de aparecer o primeiro número importante, um 6) e não só difíceis de medir mas difíceis de precisar.
Fizeram até uma bola de silício bem lustrosazinha, dizendo que é o objeto mais esférico já criado (UAU!) para servir de padrão.

Um elétron a mais ou a menos não faria tanta diferença assim. Ou faria?
Eu não sei, mas um grão de arroz a mais ou a menos dentro do saco, que é o que me importa, não faz tanta diferença assim.

¹Não tenho uma tabela comigo, mas eu acho que um mói equivale a mais ou menos setenta punhados ou seis rumas, talvez dois ou três bucados e pelo menos mais de três magotes.

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Segunda coletânea, para os novatos e visitantes esporádicos.
A primeira está aqui.
Se se interessar, clique nas palavras sublinhadas.

Iniciando os trabalhos de hoje, algo um pouco diferente. Uma música minha (cliquem no grande botão azul onde está escrito Download Now e depois de uma contagem regressiva, em Click here to download this file).

Um artigo muito importante e tão antigo que ficou de fora do primeiro apanhado, sobre como alguns números são grandes demais para a nossa compreensão imediata. Um bilhão em números.

Quem não gosta de sangue, não clique aqui (“aqui” que eu digo é num vídeo que tem lá, o resto é bastante inócuo para hemofóbicos). Uma rápida explicação sobre sangue e uma nesga de utilidade pública.

Uma dupla de artigos escrito por uma dupla de chatos, mas que devem ser lidos, porque importam (somos chatos, mas somos pertinentes). Células-Tronco e a polêmica legal em torno delas.

Mais nomes grandes (e coincidências maiores ainda). Coincidências existem.

Truques para a vida (ou quase, deu preguiça no dia). O Método Científico.

Tudo sobre Luz (e como usar um rádio para esquentar seu telescópio). Espectro Eletromagnético em duas partes.

Visitantes espaciais (e como conversar com eles). Alienígenas e ceticismo.

Descubra como acertar seu relógio biológico dançando (ou quase isso). Noel Rosa, alguém?

Uma orgia (visual). Vários experimentos legais e interessantes.

Finalizando por hoje, novamente (quero que todo mundo no mundo leia), uma estorinha não-científica sobre um ladrãozinho com ilusões de grandeza. E depois leiam isto.

Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.

Não desistam de mim tão fácil, eu faço valer a pena mais tarde.
Até a próxima!
=¦¤þ

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