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Posts Tagged ‘Lógica’

Já estava com o email escrito e pronto para clicar em enviar quando lembrei que tenho um blogue precisamente para evitar esse tipo de spam.

Segue o texto:

“Estamos apenas buscando fazer a matemática mais acessível para alunos ao desenfatizar os elementos que muitos deles acham confusos. Não faz sentido tentar treinar nossos alunos a pensar logicamente e então apresentar conceitos sem sentido como números ‘irracionais’ ou ‘imaginários’.”

Antes da revelação, pensem quem teria dito isso e em que circunstâncias.

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Cosméticos são feitos por químicos.

Porém, esses químicos não estão praticando Ciência (talvez uma versão torta dela), pois estão partindo de um produto final que desejam alcançar e adequando resultados e dados para que se conformem com tal desejo.
Por exemplo, querem produzir um creme mais hidratante.
Qualquer aumento nas propriedades desejadas do creme, por mais ínfimo que seja, é aceito e colocado a venda como “melhor” ou “mais eficiente”, o que nem sempre é verdade. Um aumento de 1% na eficiência de um creme não é relevante. Se um carro ficar 1% mais eficiente, a taxa “quilômetros rodados/litros de comsbustível consumidos” não vai ser notada nem pelo bolso do dono.

Esses químicos trabalham com um viés para a indústria, para o dinheiro.
Dizer que confia na eficácia de um produto porque o químico responsável da L’Oreal só pode ser alguém de gabarito, caso contrário não estaria ali, é um pensamento ingênuo que desconsidera muitos outros fatores importantes.
A Souza Cruz também tem químico responsável…
E ambos ganham uma fortuna não por serem bons químicos, mas por deixarem seus patrões satisfeitos.

Confiar em alguém incondicionalmente baseado apenas em sua suposta autoridade é no mínimo ingênuo.
No máximo, perigoso.

Mas, eu posso estar errado.

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Pensamento lateral

Mas tem nada a ver com quem pensa com a cabeça pensa prum lado.
Pensamento lateral é uma maneira de tentar resolver problemas usando um método inusitado, não-intuitivo.
“Cavar mais fundo não o mesmo que cavar noutro lugar“.

A solução para certas questões nem sempre é aparente ou óbvia. Por exemplo:
“Um homem entra num bar e pede um copo d’água. O atendente observa o homem, pensa um pouco e saca um revólver, apontando-o para o sujeito, que agradece e vai embora.”

Entenderam?
Nesse caso, temos que perguntar “por que o homem pediu água?”, “o que ele fez para que o atendente sacasse um revólver?”, “por que ele agradeceu?”, etc.
Para acharmos o solução, temos que considerar em que situação um revólver apontado para si poderia substituir um copo d’água.
Sem esticar demais a conversa, o cabra que entrou no estabelecimento estava com soluço e pediu água para tentar curar-se, mas o balconista acho uma maneira melhor para acabar com as contrações diafragmáticas espasmódicas do cliente; assustá-lo.

Outra, mais fácil;
Como pode um bebê cair de um prédio de vinte andares até o térreo e sobreviver?

==> Esta linha existe para os que querem pensar um pouco antes de ler a resposta, que está logo aqui abaixo. Quem ficar com preguiça de pensar e quiser pular logo para a solução, nem deveria ter lido isto. <==

A criança caiu de uma janela localizada no térreo do edifício.

1 – Há uma cesta com seis ovos. Seis pessoas pegam um ovo cada uma. Como é possível existir ainda um ovo dentro da cesta?

2 – Um homem muito orgulhoso vive na cobertura de um edifício. Todos os dias ele pega o elevador, desce até o térreo e vai embora. Quando retorna, porém, ele só pode subir no elevador até metade do caminho e tem que continuar o caminho pela escada. A não ser que esteja chovendo. Qual a explicação para isso?

3 – Havia um homem, recluso, que nunca saia de casa. O único contato dele com pessoas era quando iam entregar-lhe mantimentos, mas nunca ninguém entrava em seu lar. Certa vez, durante uma tempestade numa noite gelada de inverno, ele surtou, subiu as escadas, apagou todas as luzes e foi dormir. Pela manhã, constatou-se que ele havia causado a morte de centenas de pessoas. Como?

4 – Uma mulher deu a luz a dois filhos, nascidos na mesma hora do mesmo dia do mesmo mês do mesmo ano, mas eles não são gêmeos. Como pode isso?

5 – Um homem compra arroz de produtores locais a R$1,00 e re-vende por R$0,05 a populações pobres em outro país. Como resultado, acaba se tornando milionário. Isso pode realmente acontecer, mas como?

Amanhã eu coloco as respostas (sem prêmios desta vez), vão pensando aí e lembrem-se; de lado é sempre melhor!

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Hoje eu acordei e pensei: “Vou escrever sobre como é difícil acertar na Mega Sena e como isso é uma perda de dinheiro.”
Aí, antes de começar, fui dar uma olhada nos blogues e canais de notícias que eu vejo (quase) sempre e achei a coluna de um primo meu em um portal de notícias daqui. Gostei do que ele escreveu recentemente sobre pesquisas eleitorais e Estatística (ele escreve geralmente sobre números), aí resolvi dar abrir os artigos mais antigos e eis que me deparo com um sobre o sorteio federal. E sobre como evitar a falácia lógica da conclusão apressada (e sem fundamentos) e generalização grosseira.
E esse já vem com analogias!

Ótimo!

Aqui vai.

Sempre que o prêmio da Mega Sena atinge valores elevados, surgem informações de fraudes no sorteio. Circulou pela internet um e-mail alertando os internautas sobre uma suposta fraude na Mega Sena, que estaria sob investigação da Polícia Federal. O texto, que na sua versão original foi supostamente assinado pelo Dr. Wagner Digenova Ramos, do departamento jurídico do escritório Pavesio Advogados Associados, levanta dúvidas quanto à acumulação de sorteios, “e quando saia o prêmio apenas uma pessoa ganhava, e, geralmente, em algum lugar bem distante”, e conclui: “só podia ter algum tipo de fraude mesmo.!!!”

O escritório Pavesio Advogados Associados, da cidade de Suzano (SP) nega categoricamente qualquer envolvimento de um dos seus associados na divulgação dessas informações. A citação à empresa “é ilegal”, e o único objetivo é “dar credibilidade a um assunto que já navega na internet desde meados de 2005”. A empresa afirmou estar tomando “as medidas cabíveis ao caso, tendo inclusive relatado à Polícia Federal sobre o ocorrido”.

Seria justo concluir que o prêmio recebido por um único ganhador em algum lugar bem distante é um indício de fraude?

Vejamos os números. Na Mega Sena existem 60 dezenas das quais apenas 6 são sorteadas a cada concurso. O número possível de resultados para esses sorteios é 50.063.860, ou seja, quando escolhemos e apostamos 6 dezenas estamos com 1 chance em 50.063.860 de possibilidades. Para termos uma idéia da dificuldade de acertarmos os números sorteados com um jogo de 6 dezenas, é mais fácil lançarmos para o alto 26 moedas e todas caírem com a mesma face para cima, cara ou coroa.

Mas é possível com um único cartão aumentarmos as nossas possibilidades de ganho. A Mega Sena permite que no mesmo cartão sejam marcadas de 6 até 15 dezenas. Caso o apostador marque no mesmo volante 15 dezenas, ele estará concorrendo ao equivalente de 5.005 jogos simples, ou seja, de 6 dezenas. As suas chances aumentam de 5.005 vezes, passamos a ter 1 chance em 10.003 possibilidades, o que equivale a lançar cerca de 14 moedas para o alto e obtemos todas com a mesmo tipo de face para cima.

É bom lembrar que a aposta de um cartão de 6 dezenas custa R$ 1,50 enquanto um cartão com 15 dezenas corresponde a R$ 7.507,50.

Perceba, caro leitor, que a grande dificuldade de sucesso na Mega Sena é da própria estrutura matemática do concurso. É leviano concluir que o prêmio sendo alcançado por um único apostador em algum lugar bem distante seja indício de fraude.

Eu fico imaginando o que o restante do Brasil pensou, quando há alguns anos o Rio Grande do Norte teve 2 apostadores contemplados em concursos diferentes mas relativamente próximos e com os valores superiores a R$ 10.000.000,00.

Fraude pode até haver, eu não creio, mas são necessárias evidências mais fortes.

==> Eu de novo (Igor). Não gastem seu dinheiro com isso. Tem gente que ganha, mas tem muito mais gente que não. Sorteios federais (e vários outros tipos) são projetados para acumular, para o montante final inflar, fazendo mais gente crescer os olhos e jogar mais na esperança de ficar milionário. Use esse dinheiro para pagar uma mensalidade numa academia ou para comprar uma roupa bacana no fim do ano. Vale mais a pena. <==

água
Charge aleatória mas pertinente, não relacionada ao artigo…

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Falácias

Não, o nome da barreira de rocha ou terra à beira-mar é “falésia”.
Falácia é uma afirmação intencionalmente falsa ou errônea.

Quando alguém diz “você está errado porque você disse X”, quando na verdade você disse Y (seja distorcendo suas palavras ou colocando um significado diferente do pretendido, transformando sua posição em uma mais fácil de ser refutada), esse alguém está cometendo uma falácia.

Se um sujeito cria uma situação que, falsamente, só admite duas conclusões (“ou você faz X, ou faz Y”, onde X e Y são apenas duas de muitas alternativas), ele está cometendo uma falácia. Por exemplo: “ou você fica comigo ou o mundo se acaba”. As duas coisas podem acontecer ao mesmo tempo ou nenhuma das duas pode acontecer, ou uma terceira ou quarta coisa pode acontecer.

Chegam para você e dizem “isso tem que ser certo pois é muito antigo e praticado desde sempre”. Novamente, uma falácia. Se tudo o que fosse antigo fosse bom e certo, não teríamos antibióticos nem carros.

Generalização grosseira é o meu tipo favorito de falácia. É algo do tipo “Mao Tsé-Tung e Lênin eram ateus e mataram milhares de pessoas, logo, todos os ateus são truculentos e assassinos.”

Outra que eu dou o maior valor é confundir relação temporal com relação causal. Ou seja, X aconteceu antes de Y, logo Y foi causado por X.
Exemplo: espirrei e começou a chover, logo, meu espirro precipitou a chuva.
Falácia? Sim! Porque por mais forte que meu espirro seja e por mais que ele tenha realmente causado a precipitação, meu método de chegar à essa conclusão foi errado. Eu posso preparar uma xícara de café usando um bebê, uma piscina, uma espingarda e uma mãe chorosa. O café será concluido com precisão, mas o processo foi falacioso…

Eu sei que ler este blogue já é muita coisa para muita gente, mas quem tiver tempo e interesse, leia isso.

E, por favor, evitem dizer coisas do tipo “você pode nem falar!” ou “você já foi cabeludo e, portanto, não pode reclamar do meu cabelo ridículo”.
Não só posso, como tenho mais propriedade do que aqueles que nunca deixaram as melenas passar das orelhas.

Outra, começar uma frase com “é lógico!” nem sempre significa que a frase seja lógica.

Um P.S.zinho bem rápido.
No Dia do Físico eu esqueci de colocar o link para o blogue do idealizador da blogagem coletiva. Na verdade, eu achei que o link estava embutido no banner, mas me enganei. Foi mal Renan.

E, para Beth, que me pediu para escrever sobre homeopatia, primeiramente, obrigado pelas palavras carinhosas, segundamente, saiba que o artigo já está encaminhado. Aquele sobre Método Científico e este de agora foram a introdução. Preciso montar uma base antes para a entrada fazer sentido.

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Ninguém gosta de ter seu quintal invadido (Caxemira, Província Cisplatina, Malvinas/Falklands, Acre, Darfur, etc.), por mais inútil ou longe que seja.
Ninguém gosta de ter algo seu tomado (uma muda de planta, um saco de pipoca, uma pedrinha de estimação, uma moeda de dez centavos, um isqueiro, uma latinha de cerveja, etc.), por mais insignificante que seja.

Nosso cérebro humano não gosta de perder, seja um alfinete, um território ou um argumento, porém, perdas materiais e perdas psicológicas são tratadas diferentemente na nossa cuca.

Quando entraram no meu quarto e roubaram minha carteira, ao notar, eu passei por uma fase de negação (não, roubaram não, eu devo ter deixado a carteira em outro lugar), uma de impotência (me roubaram e eu não pude fazer coisa alguma), uma de raiva (ah, se eu pego esse fela), uma de depressão (fui roubado, buááááá!) e, finalmente, aceitação (é, roubaram mesmo, mas destá, eu arrumo outra carteira). Às duas da tarde eu já estava de carteira nova (não gosto de perder tempo).

Quando tentavam me roubar psicologicamente, eu só tinha uma fase: defesa.
Tudo o que fosse dito contra mim, ou contra qualquer coisa minha, era contra-atacado ferozmente por todos os lados até sair fumaça dos meus ouvidos ou meu interlocutor ir pra casa chorando. Literalmente.

Eu só aprendi a argumentar (e a aceitar perder para argumentos melhores) recentemente, mas ainda é difícil, preciso estar sempre me vigiando para não atacar o indivíduo ao invés do argumento (“você está errado porque você é feio!”), me valer de autoridades invisíveis e inomináveis para sustentar minha posição (“os cientistas já provaram!”), rejeitar completamente uma idéia por não acreditar nela (“isso não pode ser verdade porque eu nunca ouvi falar nisso…”), e usar de outras das muitas falácias lógicas que habitam e envenenam a nossa mente. E eu não gosto de ficar por baixo, mas às vezes é o jeito.
Pelos meus estudos, observações e testes, eu posso concluir que não sou tão diferente do resto do mundo e que a maioria das pessoas, de certa forma, pensa do mesmo jeito.

A pior maneira de convencer alguém de que algo que ela possui não é bom, é falho e/ou não presta é dizendo isso, pois ninguém gosta de estar errado e menos ainda de admitir um erro.
Ninguém quer ter comprado um jogo ruim, ido a um restaurante fuleiro, arrumado um namorado ridículo, pago mais do que deveria numa calça, porque isso fere o ego e deixa a vítima se sentindo mal, ficando cabisbaixa e triste.
Hostilidade nunca é a melhor opção para tentar convencer outrem, por mais que isso seja para o benefício de um amigo, pois a partir do momento em que uma posse é atacada, a defesa se torna algo como “tudo o que vier de você está errado, pois você está me atacando” e o vínculo entre a vítima e o produto defeituoso só tende a aumentar, pois o sujeito desviará das qualidades ruins e achará algumas boas, por menores e mais frívolas que sejam (“esse cachorro pode ser feio, fedido, pouco inteligente, violento, dispendioso e todos os meus convivas o detestam, mas eu gosto dele porque ele é grande”).

Sugestões de alternativas funcionam um pouco melhor.

Dizer que algo é ruim só por dizer e não apresentar soluções é muito fácil e pouco prático. De que me adianta saber que a festa para onde estou indo é ruim? Seria muito melhor saber que existe uma festa melhor, mais perto, onde eu serei mais bem tratado e que todo mundo que eu conheço vai estar lá e vai estar gostando. Um mutirão convence melhor que uma blitz.

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