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Archive for outubro \31\UTC 2012

Graças ao DN Online, eu sei que nenhuma vírgula se feriu na ação.
Concordância e revisão, no entanto, morreram na hora.

Ainda bem que a versão em papel já fechou. Falta agora a versão online.

Descanse em paz, bom jornalismo.

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O “você” do título sou eu. Explico:

Isaac Asimov era um monstro intelectual, um verdadeiro gênio, que escreveu copiosamente acerca de praticamente todos os assuntos, de estórias bobas de humor infantil, passando pela criação de pelo menos três sociedades diferentes nos mais finos detalhes e indo até profundas discussões filosóficas acerca do sistema de ensino, do significado de conhecimento e ainda deu soluções para esses problemas. Fora que foi um dos grandes divulgadores de ciência da história, escrevendo sobre geologia, química, física, astronomia, matemática, biologia, etc, etc, sempre em linguagem acessível mas nunca rasteira e sempre criando um ambiente intelectual onde a informação que ele queria passar brotava naturalmente na cabeça do leitor antes mesmo dele chegar no ponto em que queria.

Arthur C. Clarke foi outro imenso autor e divulgador científico, um verdadeiro educador, defensor verdadeiro dos direitos humanos (chegando a mudar de país para um com leis menos homofóbicas) e da ideia de que devemos tentar nos espalhar pelo espaço, sempre com propostas sóbrias e bem demonstradas e ainda foi um “futurista realista”, desenvolvendo conceitos que poderiam realmente ser aplicados, com o avanço da tecnologia.

Carl Sagan dedicou sua vida a fazer os outros entenderem a importância da ciência em suas vidas, idealizou e ajudou a desenvolver (inclusive publicando um dos mais belos livros de ficção existentes) o conceito de comunicação extraterreste enviando um cartão de visitas para o espaço e criando um projeto para ouvir a resposta, escreveu e produziu o mais completo programa de TV com o intuito de divulgar ciências, foi um dos fundadores do movimento cético e lutou contra os abutres que se aproveitam das pessoas ingênuas e indefesas tentando ganhar dinheiro às custas do sofrimento alheio e ainda militou consistentemente a favor da paz, chegando a se demitir de uma alta posição que ocupava em protesto à guerra do Vietnã.

Stephen Hawking se aposentou aos 67 anos, 35 dos quais viveu paralítico e totalmente dependente de outros para se alimentar, se locomover, se limpar, etc, o que não o impediu de escrever dez livros e vários roteiros para programas televisivos nos quais também estrelou (fora participações especiais em Futurama, Os Simpsons e Star Trek), nem o fez deixar de dar palestras, responder perguntas e ainda fazer piadas, enquanto permanecia sendo um dos mais brilhantes físicos teóricos do pós-guerra, desenvolvendo os conceitos de singularidade e Big Bang, buracos negros e horizonte de eventos e, especialmente, a forma como o universo pode continuar existindo mesmo com a existência de tais buracos negros, num fenômeno que hoje é conhecido, justamente, por “radiação Hawking”. Fora todo o seu trabalho matemático e a forma mais genial de divulgação científica da qual eu tenho notícia: suas “apostas” fadadas ao fracasso que ele constantemente faz com seus colegas, com o único intuito de gerar interesse das pessoas naquele assunto.

No entanto, durante minhas pesquisas de aprofundamento notei que autores contemporâneos (incluindo entrevistadores) de cada um deles só descrevem Asimov como “já publicou X livros”, Clarke como “inventor do satélite”, Sagan como “apresentador de Cosmos” e Hawking como “autor bem sucedido”.
Autores atuais preferem, respectivamente, “autor de Fundação”, “autor de 2001”, “maconheiro ufólogo” e “o físico aleijado”. Ou então simplesmente “ateus”.

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Via Kentaro (gif) e Osias (comentário), no Old Reader.

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E o pouco que derreteu desceu para o fundo do copo e precisei mexer, o que tirou o gás da água.

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Revendo meus arquivos, não cri quando notei a falta de Mofino e Lastimoso, grande sucesso de outrora com letra totalmente inspirado em Caluda, Tamborins, de Mario Lago, e de teor reminiscente a acontecimentos do sodalício.

Apreciem.

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País civilizado

Motos são perigosas. O risco constante ao qual são submetidos os motoqueiros gera selvageria. O aparente fetiche em só pilotar entre os carros deve ser inato, no entanto.

“O nível de desenvolvimento de uma nação é medido pelo número de motos circulando nas ruas todos os dias. Quanto maior este, menor aquele.”
(I. Santos)

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Eu descobri, e me odeio por isso, que o apresentador Luciano Huck tem uma linha de camisetas que vão desde a apologia ao alcoolismo e obesidade, e também à automedicação (notem que neste há uma tarja preta onde aparece escrito “Venda sem prescrição médica”), passando pelo flagrantemente irresponsável (com tons, novamente, de alcoolismo) e chegando até o pseudoinclusivo semirracista e o limítrofe pré-estupro.
No meio de todas essas abominações texto-têxteis, há uma cujo significado nunca me foi claro – devido ao fato de ser uma declaração orgulhosa de um crueldade intrínseca; “mamãe passou açúcar nimim” (sic).

Vejam o exemplo abaixo:

Por que alguém pagaria mais de setenta reais numa camiseta está completamente além da minha compreensão, bem como fato de alguém usar dinheiro para adquirir algo tão porcamente escrito.

Mas não estou aqui para julgar. Ao invés disso, venho aqui oferecer versões mais realistas e ilustradas da campanha “sou filho de uma torturadora”. Aproveitem.

Para os mais ousados, uma cena clássica do filme nem tanto, Les Fourmis:

Para os amantes da Natureza Selvagem, uma bela cena do simbiótico relacionamento entre as espécies:

E, finalmente, para os fãs dos quadrinhos, a inesquecível cena do famoso Tenente Verde sob o lápis de Don Harley:

Compartilhem. O mundo precisa saber como sua mãe foi cruel com você.

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