Feeds:
Posts
Comentários

Archive for novembro \30\UTC 2011

Esse eu nem sei do que se trata, já que nenhum link aparece. É capaz de ser uma espécie de bait and switch, em que a possível vítima fica curiosa e vai atrás de mais informações e, só então, recebe os links maliciosos, evitando assim proteções contra spam dos servidores de emails.

Eis o texto, na íntegra:

Prezado Senhor,

Memorando: 123/2011

Em relação ao processo nº 2011SES250033 – RECONHECIMENTO DE DÍVIDA. Esta Secretaria reconhece o recebimento das NF’S.

Nf’s: 000.003.774
Nf’s: 000.002.657
Nf’s: 000.003.477

O processo será anallizado e se faz cumprir o prazo estabelecido por está Secretaria, de não superior a 120 dias a contar da data deste memorando.

Desde já agradeço,

Aline Moreira Albuquerque –
Mat.: 123456-1
Divisão Administrativa
Secretaria de Estado e Defesa Civil – SESDEC

Aqui, uma captura de tela do ocorrido.

Agora, as partes boas:
O email do remetente é sesadm.financeiro@bol.com.br. Isso mesmo; arroba BOL ponto com ponto br.
B O L

A mensagem não foi mandada diretamente para mim (meu email veio como cc), mas para um tal de compras@corpho.com.br. O oráculo não encontra esse corphos.com.br a não ser atrelado a outros emails. E eu não vou entrar nesse endereço do meu computador.

Fora isso, quem quer que seja esse tal de sesadm não mantém um domínio muito forte da nossa língua, vide anallizado com dois Ls e um Z e o prazo sendo cumprido por está Secretaria.

A Internet também não sabe o que é processo nº 2011SES250033 e essa Aline Moreira Albuquerque (com a hilária matrícula 123456, que talvez tenha sido escolhida para compor com o número do memorando: 123) não é nenhuma Secretaria de Estado e Defesa Civil – SESDEC.

Portanto, aí está. Mais um spam ridículo apesar de marginalmente melhor que o do Itaú ou Santander.

Read Full Post »

11.11.11

Ainda prestando atenção?
Só tem mais uma data assim na sua vida.

Read Full Post »

Pergunta: o que dá o cruzamento de uma versão em 1995 de uma música de 1973, um engenheiro especialista em edição/baterista estudante de polirritmos com duas horas para gastar, samples variados e um programa de edição de áudio?

Resposta: a faixa bônus do Quivering Blue Funk, meu primeiro álbum (ainda a ser lançado oficialmente no Brasil).

E aí, melhor ou pior do que qualquer representante da enxurrada desse “ritmo” novo que surgiu no segundo semestre deste ano?
Se não gostarem, eu chamo de “arte”, aí ninguém pode mais reclamar. Ou então faço um vídeo com alguma dança contemporânea e mato dois clichês com a mesma pedra.

Read Full Post »

Dia desses passei em frente a um templo católico e percebi que, mesmo tendo a missa já começado, casais ainda desciam de suas Tucsons que entulham os arredores das vitrines católicas dominicais.
Isso me fez pensar: as igrejas deveriam adotar a política de alguns cinemas de fechar as portas após o início da sessão.

Quer louvar seu amigo invisível? Chegue na hora! Que tal?
Se você não consegue cumprir horário/compromisso com o todo-poderoso que tanto adora, não há mais chance para você. Desista.
Seu menosprezo e negligência com as normas sociais é tão irremediável que nem a ameaça de eterno sofrimento que você mesmo prega consegue fazer você descer do seu pedântico pedestal meia hora antes para começar hipocritamente a se perfumar e escolher a roupa mais cara para a ocasião.

Na celebração do “sétimo dia” (que na verdade aconteceu no sexto) do meu avô, enquanto eu tomava um ventinho do lado de fora, uma cidadã não só chega às seis e pouco para uma missa marcadas pràs cinco e meia como bloqueia completamente a única saída veicular do largo frontal da igreja. Como isso ocorreu a meio metro de onde eu estava, avisei-lha com um respeitoso “a senhora está bloqueando a saída com a sua camioneta” e evitei o complemento “e não pude deixar de notar que além de atrasada você anda sozinha numa SUV projetada para transportar sete pessoas”.
Obviamente ela não me conhecia, senão não teria replicado com tanta rispidez e tom de voz tão arrogante, dizendo: “Mas eu estou aqui na missa, não estou? É só alguém ir me chamar que todo mundo me conhece aqui.” A última parte sendo claramente mentira, pois lá eu estava e não a conhecia, o mesmo valendo para todos os meus familiares que há anos não frequentavam tal templo.

Ainda tentando persuadir usando de senso comum, retruquei com: “E se houver uma emergência ou alguém precisar sair rapidamente, com urgência?”
Provando novamente que não sabia com quem estava falando, ela aumentou a arrogância, adicionou bastante prepotência e retirando boa parte daquilo que faz uma frase ter sentido ao dizer “eu já estou acostumada”.

– Acostumada a ser mal-educada?

Não sei se por causa da construção verbal em si ou da agressividade que cada letra adquiriu ao sair dos meus lábios, mas o cenário que melhor descreve a cena seguinte é o de um balão autoengrandecido que se inflou demais perto de um cacto e, de repente, se viu estourado, reduzido em pompa na presença de algo que não tem costume de deixar passar bossalidade alheia, se me permitem misturar metáforas.
Ela tentou virar a cabeça em minha direção para discutir a possibilidade de um desaforo, porém sentiu o fio das minhas palavras e a tensão na minha postura e reconsiderou, saindo sussurrando coisas do tipo “dai-me paciência”.
Pena não ter decifrado os murmúrios a tempo, pois tinha um “que tal um ‘dai-me respeito e consideração aos outros’ ao invés de paciência?” guardado.
Mas timing é timing e não me sinto confortável com seu uso irresponsável.

Cultura católica, será? Pede por paciência para não discutir em frente à igreja mas não sente a menor vergonha em desrespeitar as leis e o bom senso e ainda se acha melhor do que os outros, podendo fazer o que bem entender pois está “acostumada”?

Às vezes não. Às vezes é apenas deficiência mental mesmo. Pessoas com a patológica necessidade de serem notadas costumam chegar naturalmente atrasadas para serem notadas sozinhas pelo maior número de pessoas reunidas possível.
Tem muito católico prestativo e educado por aí que cumpre compromisso tanto com Javé quanto com o pedreiro que vai ajeitar o portão. Mas eu gosto de rotular esses como “pessoas”. É mais simples.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: