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Archive for agosto \27\UTC 2009

Minha mãe descobriu uma conspiração que vem nos assolando há muito tempo!

Primeiramente, os fatos:
1 – Todo sapateiro é homem; jamais existiu uma sapateira!
2 – Todo sapato de homem tem a pisada silenciosa; se começar a fazer barulho por algum motivo, basta levar num sapateiro.
3 – Todo sapato de mulher faz barulho quando elas andam; não adianta levar num sapateiro pois “esse tipo de solado não dá para consertar”.

Evidências:
1 – Sapatos de mulheres podem ser: com salto alto, médio, baixo, agulha, plataforma, cano alto, cano longo, sem cano, aberto atrás, aberto dos lados, em cima, dedos para fora, para dentro, bico fino, bico largo, bico longo, com botões, com colchetes, tarrachas, fivelas, cordões, tiras, elásticos, de couro, de napa, de tecido, de plástico, em amarelo, azul, lilás, cinza 25%, verde, grená, salmão, cinza 83%, rosa-bebê, marrom-chá ou qualquer uma das 16 milhões de cores reproduzíveis atualmente, com bolinhas, listras, estampas e desenhos.
2 – Sapatos de homem são: de couro preto ou marrom, mocassim ou com cadarço.

Implicações:
1 – As mulheres gastam rios de dinheiro com sapatos barulhentos, feitos por homens.
2 – Homens sempre sabem onde as mulheres estão pelo barulho que elas fazem ao caminhar e enriquecem com todo esse dinheiro gasto por elas, que vai diretamente para eles, os sapateiros.

Golpe final:
Já notaram que nunca houve uma presidenta da república?
Nem aqui nem nos EUA!

PENSEM NISSO E REPASSEM ESSA VERDADE!!!
AVISEM SUAS MULHERES E ENTES QUERIDOS, SUAS IRMÃS, VIZINHAS E CUNHADAS, AVÓS E SOGRAS!!!!!

P.S. Uma prima de uma amiga da minha cunhada recebeu um email meu com essa bomba e não repassou. Em menos de duas semanas ela comprou um sapato novo (achando que estava fazendo isso de livre e espontânea vontade, o que obviamente não era o caso), foi picada por uma abelha e comeu um sanduíche de peru meio ressecado! Percebam a profundidade da conspiração!

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Incógnito de Ninguém

Quando eu morava em Catolé do Rocha, eu não era conhecido e não carregava referências, era apenas Eu de Eu Mesmo.

As referências a que me refiro vêm sempre no formato X de Y, onde X é o indivíduo e Y pode ser a família, o pai, a mãe, o cônjuge, profissão, etc (e.g. Zeca de Soninha; Silvanda de Zé da Praça).

Eu gostei da luta de ser eu mesmo o tempo todo, começando do zero, sem cartões de visita com meus ancestrais até a sétima geração.
Achei edificante. Começar por baixo me fez sentir humilde.

De volta a Natal, eu sou filho de num-sei-quem, sobrinho de fulano, aquele-cara-que-eu-indiquei, tocava-na-banda-tal, e por aí vai.

Vez por outra sinto falta de ser “Igor Santos, prazer.”

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Um problema que eu encontro constantemente é que, como leigo que sou, não tenho capacidade completa para interpretar publicações científicas e suas implicações, muitas vezes me valendo de meus colegas de ScienceBlogs que são especialistas nas áreas que pretendo cobrir.

Porém, minha inclinação natural em direção à Ciência e meu interesse em não só aprender como tentar ensinar alguma coisa me dão certa vantagem quando comparado a, digamos, um jornalista acostumado a cobrir eventos sociais e interessado em assuntos banais e que desconhece quase que completamente como funciona um tal de Método Científico e que não faz idéia de que o plural de “anedota” não é “fatos”.

Existe ainda uma nuance de pensamento que enquadra a totalidade dos indivíduos do mundo a qual dá-se o nome vaca sagrada.
Por mais cético materialista que se seja, o sujeito reserva alguns neurônios do trabalho pesado e acredita piamente em alguma coisa sobrenatural ou supersticiosa.
A minha vaca sagrada são zumbis. Eu tenho pleno entendimento de fisiologia para saber que eles são muito pouco prováveis em sua forma cinemática, mas reservo minha ilha particular de crença e não consigo me forçar a dizer que a ameaça zumbi é impossível. Apenas muito pouco provável.
Para outros, pode ser evitar passar por baixo de uma escada (racionalizado como “perigo de cair um balde mesmo que não haja um visível”), não raspar o bigode de maneira alguma ou se recusar a jogar um sapato velho fora por causa de “valor emocional” (qualquer apego acima da razão é vaca sagrada), mas geralmente ninguém entra numa briga por causa disso, apenas tenta reforçar as justificativas para si mesmo.

Para outros, no entanto, esse tipo de pensamento é forte o suficiente para fazer com que eles tentem defender suas crenças ridículas a qualquer custo, contra qualquer pessoa, usando qualquer artifício, por mais malicioso e claramente errado que seja.

Auto-Hemoterapia é uma prática obviamente errada, inútil e potencialmente perigosa, mas isso não é impedimento suficiente para pessoas da espécie do jornalista/poeta Walter Medeiros que não só a recomendam como a defendem admoestando e usando de ataques pessoais aos seus detratores (jamais apresentando provas de que tal terapia funcione de fato, apenas esculhambando com quem fala mal dela), ajudando a disseminar uma modalidade criminosa, já proibida pela ANVISA e pelos conselhos federais de Medicina, Farmácia e Enfermagem e repudiada pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

Mas isso é um assunto extenso que merece consideração maior, já dada por mim no meu outro blogue: Auto-Hemoterapia e a medicina da Idade Média de mãos dadas.
Aqui só faço propaganda.


Aviso: este texto sofreu modificações depois que seu objetivo de chamariz foi alcançado.

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Alguns só me visitam aqui, portanto peço que dêem também uma olhada no meu blogue “sério” (http://scienceblogs.com.br/uoleo), hospedado no ScienceBlogs Brasil, o maior portal de blogues científicos do país, braço do maior portal de blogues científicos do mundo, o ScienceBlogs.

E eu escrevo lá!
=¦¤þ

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Quando Beatles apareceu (no Brasil), minha mãe ouvia sempre que podia, como toda adolescente fã de qualquer banda.
Meu avô porém, como todo pai de adolescente fã de qualquer banda, não considerava aquilo como música, especialmente por ser em inglês.
Certo dia, alguém traduziu um pedaço de uma canção para que ele soubesse do que se tratava, o que precipitou uma das melhores frases que já ouvi na vida:

Esse é o tipo de coisa que quando a gente não entende tem pena, mas quando entende tem raiva.

Outros ditames filosóficos aqui.

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Pilha
Aniversário de Hans Christian Ørsted. 222 anos, corpinho de 74.

Anteontem o logo era uma chuva de meteoros e algumas semanas atrás foi uma homenagem a Tesla.

Será o Google a salvação da divulgação científica?

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Numa das minhas encarnações, fui um empresário, dono de uma galeria de artes que ficava num mini-shopping, cuja “âncora” era um restaurante de Chopp & Grelhados.

Por ter um curso de diagramação e ser muito chato e pedante perfeccionista e apreciador da grafia correta, me ofereci para formatar e escrever o cardápio do lugar, que estava quase pronto, prestes a começar a funcionar.

Estava sentado, discutindo com os sócios como seria o menu, quando me foi entregue uma lista com tudo que ele deveria conter mais os preços de cada item e eu comecei a ler para conferir.

Enquanto isso, um quase-futuro-garçom que estava sendo avaliado passava por trás de mim, desajeitadamente tentando lembrar por qual lado ele deveria retirar meu copo.

No meio da conversa, notei que no papel estava escrito “costelinha de porco na braza” e logo corrigi: “brasa é com S, não com Z”.
Imediatamente, o garçom (aparentemente desconcentrado em seu serviço por estar prestando atenção demasiada ao meu) recuperou a pose, mexeu o bigode de um lado para outro e disse (com as notadas pausas e ênfases):

Brasa, escreve-se com Z; pois é um verbo do conjugativo.

Mais filosifia popular aqui.

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