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Archive for setembro \29\UTC 2008

Do suor feminino

Uma vez eu procurei por uma explicação razoável (nem precisava ser nada cientificamente provado, bastava fazer o mínimo de sentido) do porquê homens suam mais que mulheres.
Achei várias páginas dizendo que mulheres têm um mecanismo mais eficiente de dissipação de calor. Muito bem.
E?
Explicou o que eu já sabia. Mulheres suam menos porque não precisam.
Por que?
Minha busca foi frustrante e infrutífera.

Pois bem. Desisti disso, vou contar um causo.

Dia desses estava eu, num carro, esperando.
Escolhi uma sombra completa de uma árvore frondosa num canteiro central de uma rua calma de paralelepípedos e parei o carro embaixo.
Abri todos os vidros e a porta do meu lado para aproveitar o vento (venta muito em Natal nesta época do ano).
Tirei a camisa e me sentei um pouco mais para a frente, para desencostar as costas do encosto do banco e aumentar minha área de contato com o vento que soprava.

Não estava suando, mas também não estava me mexendo; estava no limiar da sudorese. Se levantasse minha sobrancelha com um pouco mais de vigor, suaria.

Uns dez minutos se passam e uma camionete estaciona do outro lado do canteiro, exatamente ao meu lado.

Uma mulher apenas habitava a carroceria.

Pelo que deu para perceber, ela parou para falar ao celular.

Do lado do canteiro em que ela parou, a sombra não era completa (muitos espaços na copa da árvore deixavam passar o sol) nem se estendia por toda a extensão do automóvel, deixando-o aproximadamente 75% sob luz solar.

Depois de algo que pareceu dez minutos (aproximadamente oito páginas do livro que lia, o que é uma maneira eficiente de contar o tempo enquanto leio, um página a cada minuto e vinte, sem me preocupar com o relógio), ela abriu o equivalente à largura de dois dedos humanos da janela do lado do passageiro, talvez numa tentativa de melhorar a troca de gases entre os ambientes interno e externo da buléia, como aquelas minúsculas aberturas em caixas de transporte de animais peçonhentos que são apenas grandes o suficientes para deixar passar moléculas gasosas e não a besta a ser transportada.

Mais alguns capítulos se passam e o fim da minha espera se aproxima e a motorista impávida, ao celular, sequer se abanou ou soprou o sopro dos que têm calor mesmo depois de meia-hora de gesticulação excessiva dentro de um carro lacrado (a não ser pelos cinco centímetros de respiradouro), com a maior parte de sua lataria escura de chapa ao sol (um transdutor de energia luminosa em energia térmica, de luz visível em luz infravermelha), que tremeluzia e criava um espetáculo hipnotizante de fatas morganas em sua superfície.

Enquanto eu, na penumbra, imóvel como um sapo defronte a uma cobra, seminu, com o máximo de contato com o vento (cuidadosamente estudado para ampliar sua potência e otimizar sua eficiência usando a posição do veículo, o ângulo da porta e a abertura dos vidros), sinto brotar, no alto das minhas costas, imediatamente abaixo do meu pescoço, uma gota de suor.

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Citações ….-

Continuando (a duras penas) meu esforço para citar coisas boas que os outros disseram.

Essa é mais antiga, portanto mais difícil de verificar sua veracidade.
Atribuída a Platão:

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a tragédia real da vida é quando homens têm medo da luz”

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Gatos, no entanto, não são tão afetados pelo ditame:

g.alado

g.alado2

Outro fenômeno interessantes são as árvores que parecem muito com pessoas:

homem-árvore

tem mais depois desta breve interrupção…

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Perspectiva 2

Sabendo que não vou conseguir manter tirinhas nas quartas e citações nos domingos, introduzo agora mais um desafio: vídeos nas sextas.

Novamente, não é necessário sequer ouvir o que ele diz, basta acompanhar as imagens.
Efeito muito interessante.

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O fato me foi alertado por Márcio e, como bom protopesquisador/semicientista, depois eu procurei mais informações com Fialho.

Nessas duas fontes confiáveis eu baseei minhas conclusões.

Cliquem nos links, leiam e divirtam-se.

meu ovo

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Queria instituir um dia para as minhas tirinhas favoritas.
Quarta-feira passada eu coloquei uma, hoje vou botar outra.

Vindo do Buttercup Festival.

carne

– E aí Moby, beleza?
– Eu vivo inteiramente de comer sementes de pinhão que caem naturalmente de pinheiros intocados.

– E bacon. Pratos e pratos de bacon gorduroso e oleoso.

Carne!
Porque há vacas demais!

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Sábado eu recebi um livro, domingo comecei a ler, ontem terminei e hoje vocês podem conferir o que eu achei dele visitando o meu lablogatório.

Uma dica do assunto do livro:
célebro

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