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Archive for julho \30\UTC 2008

Cansei de reclamar.

Sério.

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Mantenho este blogue há três meses e meio e isto aqui é a centésima entrada.
Prolixo, eu?

Eu não deveria estar escrevendo, mas eu não me contenho.
Deu vontade de escrever (foi quando notei que já tinha 99 artigos publicados e este seria um número duplamente redondo, mas eu não ligo para números famosos) porque comecei a ler várias coisas agora pela manhã sobre a Lei Seca.
A primeira coisa que me veio à mente sobre isso (e pensei nisso hoje pela primeira vez) foi “Lei Seca é um termo um tanto exagerado, nénão?”
De certa forma, isso sempre existiu, sempre foi proibido beber e dirigir (até onde eu lembro), apenas diminuiram o limite. Que não é zero.
Nem pode ser.
Os instrumentos de medição vêm com um certo grau de erro (problemas de calibração) que, se o limite fosse zero, as autoridades poderiam prender o vento por se locomover embriagado.
Comer um chocolate de rum (meu favorito, ainda mais pelo fato de ser sempre o que sobra dentro da caixa já que nenhuma outra pessoa que conheço gosta do bicho) ou um bombom de licor não vai lhe jogar atrás das grades, através das quais o sol aparenta nascer listrado (quando eu era pequeno eu fiz um passeio pela Fortaleza dos Reis Magos (uma fortificação militar do século 17 (não gosto de números romanos) localizada na minha cidade, na esquina do mar com o rio Potengi, ponto estratégico de entrada em Natal), onde me foi mostrada uma cela, cuja única fonte de iluminação e entrada de ar (fora a porta, obviamente), é um buraco atunelado na parede inacreditavelmente grossa (tijolo de oito furos uma ova, lá é tudo PEDRA), por onde, logo cedo, em certos dias, se der sorte, um detido poderia ver o sol nascer. Quadrado), nem vão tomar sua carteira de motorista por causa disso.
Existe sim um limite acima de zero, se não pela bondade da polícia e dos legisladores, mas pela ciência de que os instrumentos não são perfeitos e que pessoas ainda usam antisséticos bucais com álcool.

Eu queria explicar como o bafômetro funciona, mas precisaria pesquisar, interpretar, desenvolver, colocar links, citar fontes, etc, etc, etc e não estou afim de escrever muito hoje…

Sério.

O problema maior é a falta de policiamento e fiscalização.
Aqui existe uma blitz permanente na Via Costeira mas, no dia de um show grande por aquelas bandas na semana retrasada, eu fui na hora em que todo mundo estava indo e voltei na hora em que todo mundo estava voltando e o posto policial ali estava fechado.
Semana passada fui e voltei para uma praia semiurbana em condições semelhantes de tráfego e movimento e encontrei a mesma falta de policiais.

Por mais seca que a lei seja, precisamos de quem a imponha.

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Aos meus duzentos e poucos leitores (!!), setenta e tantos dos quais de assiduidade diária (!!!!), venho informar que estou impedido de digitar (escrevo isto com um lápis, firmemente preso entre meus dentes, enquanto saboreio o doce sabor da madeira molhada e da argila com grafite que me mancha a língua) e, portanto, serei obrigado a tirar uma semana de folga.
Só voltarei a publicar artigos segunda-feira, 4 de agosto.

Talvez.
Dependo de permissão de meus esculápios.

Preciso ainda relatar que meu fim-de-semana foi excepcionalmente ótimo.
Festa(s) boa(s), gente boa, dormida(s) boa(s).
Melhor que esse, só outro desse (com o chuveiro despejando água quente sem interrupções).

Tentem todos ter uma boa semana enquanto aproveito minhas férias minha licença médica.

=¦¤þ

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Outro sábado, outro apanhado de artigos meus para quem passa por aqui pelas manhãs dos fins-de-semana pois tem mais o que fazer da vida durante o expediente.

Quem ainda não viu, tem mais um aqui, outro atrás deste link, mais um nesse canto e o último antes deste último pode ser encontrado no primeiro “último”.

Cliquem nas palavras sublinhadas e divirtam-se.

Minha produção foi drasticamente reduzida por vários motivos, mas mesmo assim eu ainda escrevi bastante.
Por exemplo: descrevi minha mulher ideal (e acabei achando!);

publiquei um trabalho (escrito por mim) que talvez comprometa a carreira de uma aspirante a médica (caso o professor dela esteja por aí verificando fontes);

expliquei como funciona um ultrassom enquanto me preparava para ter um feito em mim (não estou grávido, ainda bem);

aproveitei uma entrada num blogue dum amigo meu para me retratar de mentiras que espalhei sobre mamíferos peçonhentos (e cometi um erro matemático que ninguém notou mas ainda está lá para quem quiser apontar);

tirei a graça de alguns adágios quasifamosos (apesar de sempre achar que todos eles jamais foram engraçados);

expus meu próprio roubo de dois artigos excelentes sobre legislação de remédios e alimentos;

falei um pouquinho sobre álcool e joguei umas charadas no meio (para desviar a atenção do assunto real: densidade);

compartilhei com meus leitores a melhor maneira de acertar seus Medidores de Passado;

dei algumas razões práticas para a diminuição da minha pegada carbônica (e um mapa para a minha casa, para os que estão prestando atenção);

também inclui instruções de como construir ferrovias internacionais sem o uso de energia (nas ferrovias, não nas construções).

Escrevi mais que isso, mas preciso deixar alguma coisa para o próximo fim-de-semana.
Vão clicando aí no Calendário ali em cima, nas Etiquetas lá embaixo, nas Categorias aqui ao lado, para coisas minhas, ou nos links Nacionais e Internacionais para ver coisas de outros.

Quem quiser me conhecer, clique aqui ou no meu nome aqui no lado direito (abaixo de Autor).

E comentem. Preciso saber se tem alguém gostando (senão eu choro).

Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.

Não vão embora, eu sei fazer uma massagem Ótima!
Até a próxima!
=¦¤þ

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Lógico que faz.

Durante o meu curso (Engenharia de Áudio e Acústica) eu me envolvi numa discussão acalorada com um professor meu sobre isso.
O ponto de vista dele era “filosófico” (novamente, essa palavra é boa para tentar validar qualquer estupidez e disfarçar sua irrelevância), ou seja, antropocêntrico.
Um som só seria um som se ele o ouvisse.
Ou alguém humano como ele.

A definição técnica (e a que deveria ser sempre usada dentro de uma sala de aula com Acústica Avançada escrito na porta) de som é: Fenômeno acústico que consiste na propagação de ondas sonoras produzidas por um corpo que vibra em meio material elástico.
Ou seja, Som é “transmissão de ondas físicas (sonoras) através de um meio”.

Dizer que a árvore não faz barulho quando cai porque não há alguém para ouvir é como um cego dizer que não existe mundo.

Outro espertíssimo professor (de Trilha Sonora para Filmes e TV) do mesmo curso levou a patética tentativa de fazer algo totalmente ridículo soar plausível para pessoas sem conhecimento específico de Física o filme What the #$*! Do We Know!? para a sala e tentou, sem muito êxito, construir uma ponte entre aquela idiotice e nosso trabalho com som (algo como nos fazer usar física quântica ao mixar um disco, mas não lembro bem, pois estava com a cabeça ocupada tentando desmentir todas as cenas do vídeo).

Quando o DVD acabou e ele terminou seu discurso, eu tentei explicar (o pouco que sabia na época) o que era Física Quântica, como as coisas do mundo funcionavam e porquê aquilo tudo era uma enganação que tinha como alvo pessoas razoavelmente inteligentes mas com um ponto-cego para explicações pseudocientíficas com nomes semicientíficos e que aparentam fazer sentido.
Em vão.
Ele já havia sido capturado pela armadilha do “você pode se dar bem, basta desejar forte o suficiente”.

O ponto do filme em que mais me concentrei e a que mais me ative foi uma cena onde uma “Ph.D” (em Sacanagem Avançada e Aplicada, creio) afirma, com uma convicção que deixaria P.T. Barnum se achando inepto na arte de Enganar Otários Com A Cara Limpa, que quando os Astecas avistaram o primeiro navio espanhol que surgiu no horizonte americano, eles, na verdade, não o viram.
Apenas notaram um distúrbio nas águas e no ar ao redor da nave, mas por se tratar de algo tão inusitado, inesperado e irreconhecível, nenhum deles conseguiu formar, em suas retinas, a imagem de um navio, até chegar o chefe da tribo, um homem muito sábio que disse “o que está causando esse fenômeno é um navio” aí passou a descrever o veículo, o que causou, imediatamente e em todos ao mesmo tempo, que vissem o barco se aproximando.
Primeira coisa que eu disse: Como é que essa mulher sabe disso? Teria ela discutido com o espírito do velho Pajé?
Segunda coisa: se nenhum deles viu o barco por se tratar de algo diferente e bizarro, será que matutos do sítio teriam cegueira direcionada a aviões e prédios altos?

Nessa imbecilidade obra pude conhecer também um sujeito que acredita que água, quando xingada, acha ruim e cria “cristais” que guardam uma memória do abuso.
Para provar sua teoria, ele mostrava copos de água pura que foram bem tratadas e elogiadas e copos, contendo o que ele dizia ser a mesma água (mas que claramente continham água suja e CONGELADA), que estariam impuras por terem sido maltratadas.
Conclusão do gênio: nós que, segundo ele, somos compostos de mais de 90% de água (está mais para 60 a 75%, mas isso é um dado difícil de obter e de pouca importância para um Doutor em Filosofia do calibre do cientista experimentador que cria uma hipótese dessas sobre ÁGUA e o CORPO) devemos procurar quem nos trate bem para que não fiquemos sípidos, nodoros e colores como seus copos mágicos.

Pessoas realmente gostam de acreditar em besteiras.

Meu curso foi muito bom, me ensinou muito sobre Gravação, Mixagem, Edição (minha especialidade) e Masterização, como também sobre Física (aplicada a som), História (da música e da produção e gravação sonora), um pouco de Arquitetura básica (design interior de estúdios) e, por essas e outras, Pensamento Crítico.

Passei semanas e semanas enfiado em uma das melhores bibliotecas do mundo com acesso fácil e rápido a virtualmente qualquer livro que quisesse e li até sangrar os olhos (figurativamente), mas infelizmente, nem o volume monstruoso de informação que obtive em três anos de estudos foram suficientes para convencer um professor de Acústica que som não é necessariamente “aquilo que se escuta” e um outro, de História Fonográfica, que Probabilidade Quântica não é um fenômeno macroscópico.

Outra coisa que aprendi no meu curso: não sou bom em desconverter os outros.

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Uma substância é chamada de sólidaquando não muda de forma, independente do recipiente onde esteja (um tijolo mantém o formato se estiver tanto num prato quanto num balde), nem pode ser comprimida para ocupar um lugar menor.
É definida como líquida quando muda de forma de acordo com o recipiente (água num copo de uísque vs. copo de champanhe) mas ainda não pode ser comprimida (o princípio básico dos aparelhos mecânicos hidráulicos).
Quando é gasosa, a substância muda de formato e pode ser comprimida (como ar numa espingarda de pressão).

Numa escala menor, um sólido tem suas moléculas bem juntinhas e com uma ligação forte e com posições fixas e entre elas (tipo a sua casa e a do vizinho), um líquido tem suas moléculas mais energizadas que se mexem mais rápido uma coisinham e mantêm contato umas com as outras mas sem posições fixas e um gás não tem estrutura molecular definida, com movimentos semi-aleatórios e muita energia (quando eu falo de energia, estou comparando estados de um mesmo material, como gelo, água e vapor).

Os estados da matéria não são só esses três, como minha professora da primeira série insistia em dizer, mas vários, como por exemplo Plasma, um gás eletricamente carregado e superaquecido (como na superfície do Sol), usado em TVs de plasma.
Essa mesma professora ficou bastante surpresa, depois constrangida e depois com raiva (como era comum se comportar naquele tempo quando confrotado por crianças claramente inferiores e que deveriam, sem sombra de dúvida, estar erradas frente à superioridade dos mestres) quando um dos meus colegas (eu gostaria muito que tivesse sido eu a pensar nisso, mas infelizmente não foi assim que ocorreu) perguntou: “E papinha, é o quê?”
Ela apenas mandou o sujeitinho se calar e parar de atrapalhar sua aula que ela não tinha tempo para perguntas idiotas e “se chorar fica de castigo e conto à sua mãe” (se um dia eu tiver um filho, vou implantar um gravador de áudio na mesa dele no colégio e descontar minhas frustrações infantis eu mesmo).

Mas, eu explico.

Papinha (bem como ketchup, tinta de parede, areia movediça, xampú e sangue) é um líquido. Mas de um tipo especial chamado de líquido não-newtoniano.
O “não-newtoniano” se refere ao fato de o líquido não tem uma viscosidade constante, ficando esta dependente de pressão.
A maneira mais fácil (que eu penso) de explicar é comendo.

Faça uma papa (mingau) de maisena (amido de milho).
Repouse as costas de uma colher sobre a superfície da comida e observe a colher afundar lentamente.
A viscosidade do líquido em repouso, apenas com o peso da colher, é suficiente para fazer o implemento afundar facilmente.
Agora bata com as costas da mesma colher no mingau e note que a colher não afunda, como seria de se esperar que acontecesse em outro líquido (por exemplo, num prato cheio d’água).
Neste caso, a viscosidade aumentou bruscamente, devido à pressão exercida pela pancada, e o líquido passa a se comportar como um sólido.


Isso aí é uma piscina cheia de amido de milho misturado com água.
Aqueles espanhóis loucos…

Quanto mais os líquidos não-newtonianos se popularizam, mais pessoas loucas ganham acesso a eles e mais coisas bizarras são descobertas e filmadas (vi lá em Átila).

Outros estados da matéria são:
Superfluido – certos gases super-resfriados se condensam e passam a ter viscosidade nula (ou falta de atrito);
Matéria degenerada – gás sob altíssima pressão que forma as estrelas anãs-brancas;
Sólidos amorfos – o melhor exemplo é o vidro, um sólido amorfo de cerâmica que, apesar de sólido, nunca se cristalizou (ou seja, vai do estado líquido para o sólido muito lentamente, sem uma transição brusca ou fronteira específica notável).
Outros exemplos que eu posso dar (e gostaria de ter sabido deles na minha época de primário) são:

==> O que eu vou escrever agora é só a título de curiosidade, são coisas absolutamente inúteis para quem não é físico ou químico ou louco. Não se assustem com os nomes nem tentem decorá-los, pois como disse o sábio certa vez “sempre que eu aprendo, uma coisa nova empurra uma coisa velha do meu cérebro… lembra daquela vez que eu fiz um curso de degustação de vinhos e desaprendi a dirigir?”
Prontos? Lái vái! <==

Estado de Quantum Hall; Condensado Fermiônico; Condensado Bose-Einstein; Supersólido; Líquido de Rede de Cordas; Liquido Supercrítico.
Tem mais, mas realmente não importa. Uma ruma aí já é teórico…

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Manifesto Revisitado

Destá.

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