42.

11 Agosto, 2008

Lablogatórios

Arquivado em: Ciência, Natal, Vida — Etiquetas HTML:, , , , , — Igor Santos @ 2:27 pm

Pessoas,

Hoje iniciaram-se as atividades do Lablogatórios, portal de blogues brasileiros dedicados à divulgação científica, do qual, orgulhosamente, faço parte.

Minha página lá (por enquanto bastante idêntica a esta) é http://lablogatorios.com.br/uoleo.
O 42 continuará funcionando, mas será usado mais para minhas observações pessoais e reclamações, deixando a ciência exclusivamente (quase) no novo formato.

Estamos iniciando os trabalhos hoje, portanto pode haver ainda alguns problemas, mas tudo será resolvido o quanto antes.

Visitem-nos, há muita coisa boa por lá.

Até a próxima (demora muito não, viu?)!

Igor Santos
Lablogatoreiro

1 Agosto, 2008

Cansei de reclamar…

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , — Igor Santos @ 8:00 am

…não, foi só um lapso temporário.
Dizer que cansei de reclamar é como dizer que Faustão cansou de encher o saco.

Fui deixar minha mãe no aeroporto quarta-feira e aproveitei para tirar umas fotos internas das placas (cliquem nelas para ampliá-las).

Essa eu gosto de chamar Sorv°teria:

Cuidado com a armácia do Dr. gstore:

Meu intuito era tirar uma foto de uma placa com todas as letras só pelas barbaridades na tradução.
Foi difícil, mas me guiei pelas placas:

E, enfim, achei uma (atenção: a próxima piada só tem graça para quem entende inglês):

Saindo eu vi que o estacionamento não melhorou muito, até piorou um pouco:

A saída do estacionamento me fez dar a volta para entrar de novo só para mostrar em vídeo-tutorial como é o esquema para os que nunca foram lá:

Ótimo.

29 Julho, 2008

Centésimo artigo

Arquivado em: Ciência, Natal, Vida — Etiquetas HTML:, , , , , , , , — Igor Santos @ 8:42 am

Mantenho este blogue há três meses e meio e isto aqui é a centésima entrada.
Prolixo, eu?

Eu não deveria estar escrevendo, mas eu não me contenho.
Deu vontade de escrever (foi quando notei que já tinha 99 artigos publicados e este seria um número duplamente redondo, mas eu não ligo para números famosos) porque comecei a ler várias coisas agora pela manhã sobre a Lei Seca.
A primeira coisa que me veio à mente sobre isso (e pensei nisso hoje pela primeira vez) foi “Lei Seca é um termo um tanto exagerado, nénão?”
De certa forma, isso sempre existiu, sempre foi proibido beber e dirigir (até onde eu lembro), apenas diminuiram o limite. Que não é zero.
Nem pode ser.
Os instrumentos de medição vêm com um certo grau de erro (problemas de calibração) que, se o limite fosse zero, as autoridades poderiam prender o vento por se locomover embriagado.
Comer um chocolate de rum (meu favorito, ainda mais pelo fato de ser sempre o que sobra dentro da caixa já que nenhuma outra pessoa que conheço gosta do bicho) ou um bombom de licor não vai lhe jogar atrás das grades, através das quais o sol aparenta nascer listrado (quando eu era pequeno eu fiz um passeio pela Fortaleza dos Reis Magos (uma fortificação militar do século 17 (não gosto de números romanos) localizada na minha cidade, na esquina do mar com o rio Potengi, ponto estratégico de entrada em Natal), onde me foi mostrada uma cela, cuja única fonte de iluminação e entrada de ar (fora a porta, obviamente), é um buraco atunelado na parede inacreditavelmente grossa (tijolo de oito furos uma ova, lá é tudo PEDRA), por onde, logo cedo, em certos dias, se der sorte, um detido poderia ver o sol nascer. Quadrado), nem vão tomar sua carteira de motorista por causa disso.
Existe sim um limite acima de zero, se não pela bondade da polícia e dos legisladores, mas pela ciência de que os instrumentos não são perfeitos e que pessoas ainda usam antisséticos bucais com álcool.

Eu queria explicar como o bafômetro funciona, mas precisaria pesquisar, interpretar, desenvolver, colocar links, citar fontes, etc, etc, etc e não estou afim de escrever muito hoje…

Sério.

O problema maior é a falta de policiamento e fiscalização.
Aqui existe uma blitz permanente na Via Costeira mas, no dia de um show grande por aquelas bandas na semana retrasada, eu fui na hora em que todo mundo estava indo e voltei na hora em que todo mundo estava voltando e o posto policial ali estava fechado.
Semana passada fui e voltei para uma praia semiurbana em condições semelhantes de tráfego e movimento e encontrei a mesma falta de policiais.

Por mais seca que a lei seja, precisamos de quem a imponha.

11 Julho, 2008

Porquê deixei de dirigir

Arquivado em: Natal, Vida — Etiquetas HTML:, , , , , — Igor Santos @ 8:00 am

Eu moro a três quilômetros do meu trabalho, seguindo o tráfego.

Saio de casa, espero todos os carros que passam pela minha rua pararem de passar, mas preciso de um pouco de coragem e poderes de divinação, pois nela, que é mão-dupla e suficiente apenas para dois carros lado a lado a usarem, carros de passeio, camionetas, caminhões e kombis dividem espaço em ambos os lados da via, não estacionando apenas bloqueando os portões dos edifícios, mas sem pudor algum em parar às faixas amarelas que se estendem por três metros de cada lado das entradas ou em usar a calçada imediatamente em frente aos portões.
Após conseguir finalmente ter os quatro pneus do carro sobre o calçamento da rua, preciso parar vinte metros à frente, no primeiro cruzamento, de uma pista igualmente apinhada com carros, mas agravada pela presença de um colégio cujos alunos maiores preenchem os meio-fios enquanto os pais dos menores fecham o resto da passagem estacionando em fila dupla. Isso me facilita um pouco.
Após dirigir por uma via asfaltada, que se assemelha bastante à estrutura atômica (composta majoritariamente por espaço vazio, ou mais especificamente, buracos), tomando muito cuidado com os carros que nela adentram sem muita preocupação com a ordem de preferência de tráfego, tenho que entrar à esquerda enquanto evito automóveis que avançam por esse lado, num entroncamento de 45° (como uma letra Y, com duas ruas virando uma num ângulo que impossibilita a visão para ambos os lados).
Em seguida, continuo por um caminho razoavelmente bem conservado, talvez pelo fato da velocidade máxima ser de 20km/h, imposta pela (oni) presença de carros, novamente estacionados em todos os espaços possíveis, inclusive no meio da passagem, em frente às várias clínicas de fisioterapia e geriatria ali situadas, para possibilitar a extração de pessoas com todo tipo de dificuldade de locomoção que se movem muito lentamente com a ajuda dos parentes, inexperientes em tal ação, e que dobram como motoristas dos veículos atravancando o fluxo.
Na saída dessa rua há um balão (girador, roda, gira-gira, tesourinha) que, apesar de tal item de engenharia de tráfego dar preferência universal para quem vem da direita, dá a dita preferência para os que estão vindo da esquerda, de uma avenida maior e mais rápida, o que causa bastante confusão e eventuais acidentes.
Depois da espera, vou em frente até um sinal (semáforo). Não gosto de sinais, não gosto de ser parado arbitrariamente em cruzamentos.
Às vezes não há carros vindo, outras vezes o tempo não permite que a fila ande pois a caixa ainda está bloqueada pelo volume de automóveis em horas de pico que se vêem obrigados a parar no meio da encruzilhada.
Continuando o caminho, desço a terceira ladeira, subo a quarta, faço um retorno e desço a ladeira que acabo de subir, corto três pistas de ônibus descendo a ladeira, viro à direita e paro à Rio Branco, uma avenida sem limite de velocidade para ônibus e táxis. Quando vejo uma brecha, aproveito a oportunidade e subo a quinta ladeira.
Espero em mais um semáforo e, finalmente, chego no trabalho.
Gasto quinze minutos.

Como a Rio Branco é mão-única, na volta eu preciso:
1 – entrar à esquerda na rua antes do sinal, que só tem poucos centímetros laterais a mais que a largura de um carro pequeno e muitos pedestres, entrar em outra rua um pouco mais estreita, cruzar a mesma Rio Branco sem velocidade máxima em um ponto mais baixo, descer em uma rua paralela até desembocar num sinal (o primeiro da viagem de ida) que sem dúvida estará cheio e lento, pois fica pouco antes de quatro colégios que liberam os alunos ao mesmo tempo, na mesma hora que eu meu expediente acaba (não posso dobrar no sinal e voltar pelo caminho que usei para ir, pois é tudo mão-única).
Passados o sinal e os colégios, entro numa via tranqüila e chego naquela primeira avenida do caminho contrário (a que tem o girador que funciona ao contrário da norma) que agora está algumas vezes mais movimentada que pela manhã e sigo por ela até pouco antes de mais um semáforo, que, dependendo do movimento, consigo evitar, e entro em outra via de calçamento péssimo e recentemente esburacado (agora não só por obra da Natureza como também por obra das companhias de água e energia), por onde devo subir e descer mais duas vezes até chegar em casa, me esquivando dos estacionados.

Ou

2 – seguir direto, pegar a próxima entrada à esquerda e continuar por aí, me distanciando mais da minha casa, como se estivesse indo para outro emprego, mais longe, negociar minha passagem beirando uma igreja que sempre tem missa e onde todos os fregueses vão até lá de carro e precisam estacionar ao seu redor, continuar em frente, enquanto me afasto cada vez da minha casa, passar por e parar em (graças a mais um sinal de trânsito) um lugar ermo e por cima de um viaduto que “liga o nada ao lugar nenhum” e que é conservado com essa frase sempre em mente (existe razão para recapear um trecho jamais utilizado?), começar a seguir, pela primeira vez no trajeto, para perto de onde moro, chegar em um entroncamento (diferente do primeiro) que além de ser no fundo de uma ladeira donde os carros vêm com tudo, conta com um sinal em seu ápice, que me obriga a esperar por ele a trinta graus do prumo gravitacional, dirigir mais uns quinhentos metros, chegando finalmente à minha rua (mas pelo outro lado, tendo que enfrentar ainda mais carros parados), por um caminho mais longe porém mais rápido por ter evitado os colégios.
Gasto 25 (cenário 1) ou 20 (cenário 2) minutos.

Se eu for a pé, a distância diminui para mil metros.

Saio do meu lar, pela calçada, indiferente aos que estão ou não, e onde quer que estejam, estacionados, sigo por uma praça alongada e plana por aproximadamente dez minutos, onde encontro não mais que outras pessoas, árvores, gatos, cachorros e pássaros, e, ao alcançar a primeira pista (e primeira ladeira) do caminho, sigo subindo na diagonal, sem me importar com a direção das mãos de tráfego, atravesso uma rua e uma avenida e chego ao meu local de serviço.
Na volta, faço o mesmíssimo caminho, em sentido contrário.
Gasto quinze minutos.

7 Julho, 2008

Canteiro de Obras da Cidade

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , , , , , — Igor Santos @ 12:00 am

O belíssimo Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte foi aberto dia 21 de junho.
O lugar conta com trilhas, amplo estacionamento e o pináculo é um mirante, projetado por Oscar Niemeyer.

parque
(maquete meramente ilustrativa)

Hoje, dia 04 de julho (novamente, escrevo com antecedência), quinze dias depois da inauguração, eu resolvi passar por lá (cliquem nas fotos para vê-las maiores):

Apesar da inauguração, o parque ainda não está pronto.

Para entrar, é necessário passar por cima disso:

Alguns motoristas, no entanto, não gostam de ter os pneus de seus carros rasgados ao sair para se divertir e hesitam ao adentrar o local:

O mesmo problema está presente também na saída, mas com um agravo maior:

Quando entrei, vi o canteiro de obras:

E apesar do mirante ainda não estar pronto e ainda cheio de andaimes:

A cobertura já está cheia de marcas de ferrugem nas emendas por causa de uma pintura mal feita:

E essa inauguração?
O prazo da Justiça Eleitoral para que o prefeito aparecesse perfazendo obras com os candidatos 2008 acabaria antes do fim do mês passado.
Última chance de mostrar quem é quem para o povão, regado a muita música cara às custas dos nossos impostos.

Mas, dinheiro é para gastar, né?
Alguém vê algum motivo para consertar o asfalto da entrada do parque que está sendo desenlaçado?

Eu vejo, mas vou fazer o quê?
Já liguei até para o gabinete do prefeito para reclamar, mas ele nunca mais pisou lá desde que as convenções partidárias se resolveram.

Ai, ai, ai…

9 Junho, 2008

18 rodas de emoção

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , , , , , , , , , , — Igor Santos @ 9:24 am

Hoje eu ia escrever sobre lacrimação e porquê o nariz escorre no processo, mas sábado eu fui pruma festa (arraiá!) ótima e de lá fui levado pruma boate para dançar (pasmem!) até de manhã (bom demais ter amigas dispostas e de carro), ontem passei o dia em casa me recuperando, achando a vida massa e fui inflado de bom humor de noitinha e hoje acordei feliz e sem vontade de escrever, mas por sorte já havia preparado um estepe para ocasião parecida (na verdade, sorte tem nada a ver com isso, foi mais um caso de prudência e previsão, me conhecendo e sabendo que isso viria a calhar).

Histórico:
Eu moro numa rua de mão-dupla com sete metros de largura (a largura média de um carro é dois metros e pouquinho) com estacionamento permitido de ambos os lados.
Estacionados em lados opostos, estão sempre um caminhão de médio porte, uma kombi de som (ambos de um morador do meu edifício) e vários carros de passeio.
Vizinho ao meu prédio, recentemente, se instalou o depósito de uma loja de móveis que utiliza uma jamanta-baú para o transporte, mas o motorista desta é muito bom, e um caminhãozinho pequeno (que aparece no vídeo).
Na rua vizinha, existe uma fábrica de portões, que utiliza um caminhão aberto, do mesmo tamanho do utilizado pelo depósito de móveis, mas desta vez o motorista não é lá essas coisas todas.

Ambos passam todos os dias pela minha rua.

No dia deste vídeo, os dois se encontraramno meio da rua, numa esquina de 90°, mas infelizmente, resolveram o impasse antes que eu alcançasse a câmera.

O resto foi filmado.

A STTU me disse que mudar para mão-única dá muito trabalho.
Realmente, quem quer ter trabalho? Vamos todos evitar a fadiga…

P.S. Está chovendo desde sábado a noite e ontem houve uma re-reprise da Chuva do Milênio. Esse nome já perdeu o sentido, pois toda semana cai outra maior ou igual. Eu votaria em “Estação Chuvosa do Século Até Que Outra Maior Aconteça” (ECSAQOMA) ou “Consensualidade HOnesta da Variabilidade Estacional Natural em Áreas Terrestres ALagáveis”.

31 Maio, 2008

O fim da Dengue

Arquivado em: Natal, Vida — Etiquetas HTML:, , , , , , , , , — Igor Santos @ 3:11 am

Dengue só vai se acabar quando o Aedes aegypti for extinto e se o vírus não achar outro hospedeiro.

Não gosto de ser o arauto do terror nem o núncio do pânico, mas desde que o mosquito consiga pôr ovos, locais propícios faltarão jamais.

Por mais que se furem todas as latas, se virem todas as garrafas, se troque toda a água de jarro por terra e se queimem todos os pneus em rodovias federais durante protestos criminosos e indecentes, não vai parar de chover (pelo menos não aqui em Natal, pelo menos não no futuro próximo) e água não vai deixar de empoçar (ô palavrinha feia…).

Aqui, nós temos o segundo maior parque urbano do país (o maior natural, não-reflorestado) mais milhares de árvores espalhadas pelos canteiros e casas urbanas e de praia. Cada uma dessas árvores tem milhares e milhares de folhas que, pela falta de estações bem definidas a essa pouca distância do equador, estão o tempo todo sendo repostas, o que significa o descarte das velhas em favor das novas (“não vou mais com meias velhas, só vou com meias novas”). Cada uma dessas folhas mortas é um potencial receptáculo de água da chuva (que, através de impacto mecânico, derruba ainda mais folhas), se tornando também um berçário para os ovos dos mosquitos (se for verdade que tampinhas de garrafa também podem ser).

Os ovos são postos acima d’água e podem sobreviver na secura por mais de um ano, em condições favoráveis (umidade, temperatura, falta de perturbações, etc). Quando a chuva (ou qualquer água, tanto faz, basta ser mais ou menos limpa) cai e o nível do líquido sobe, o ovo cai na água e choca (eu li que isso pode acontecer em meia hora) e se desenvolve, em mais ou menos uma semana, num mosquito adulto que pode viver até trinta dias.

Eu não sei quantas vezes a fêmea põe, mas (ainda não sabendo com certeza) li que elas podem colocar até 200 ovos duma vez e que para produzir uma fornada elas precisam se alimentar até três vezes e que cada refeição do nosso sangue (o diabo do bicho é antropofágico, só gosta de sangue humano) leva de dois a sete dias para ser digerido.

Se a digestão durar em média cinco dias e a fêmea se alimentar duas vezes para gerar os ovos, são seiscentos ovos por mosquito(a).

Nem todos esses seiscentos vão chocar, alguns vão chocar na época errada, alguns vão ser comido por lagartixas, alguns nasceram machos (só as fêmeas se alimentam de sangue para ter energia suficiente para produzir ovos, fora esse tempo, tanto elas quanto eles se alimentam de seiva e néctar, como as borboletas), alguns vão nascer mal formados, outros não vão encontrar as condições ideais. Aliás, por falar nisso, as condições ideais para o desenvolvimento das larvas se dão num local com alta umidade e temperatura entre 25 e 30 graus Celsius. Conhecem algum lugar assim?

Voltando para o assunto “poças d’água”, quem aqui já subiu no telhado da própria casa (ou conhece alguém que o fez) para fazer o rodízio das telhas? Uma telha é uma tigela que não desenvolveu a tecnologia da borda contínua. Mas basta um empecilho (um mói de poeira ou terra ou folhas caídas) para tapar o escorrego e transforma-la num prato. Que fica escondido por duas outras telhas viradas para baixo.

Qual é o órgão da Prefeitura que vai passando de buraco em buraco (porque Natal está LOUCA de buracos, mais buraco que boneca de Vodu) das nossas ruas jogando água sanitária? Porque um buraco forrado com asfalto junta água bem que só. E junta muita.

Carros Fumacê (hoje tem muita palavra feia aqui…) são úteis porque matam os mosquitos. Mas não matam os ovos nem as larvas. E matam apenas na hora, já que a fumaça se dissipa muito rápido (não consegui achar um dado confiável, mas fumaça é fluida, que tende a se espalhar muito rápido, afinando e se diluindo, perdendo a eficácia) e toda hora tem mosquito nascendo. Para ser eficiente MESMO, a fumaça teria que jorrar vinte e quatros horas por dia, por trinta dias, o que não seria muito bom para a nossa saúde.

Esta semana eu fiz uma observação interessante. Eu trabalho num prédio que fica entre duas ruas de mão única, uma indo, outra vindo. O bico da bomba de aerossol dos carros Fumacê é fixo e aponta para o lado do passageiro (talvez para zelar pela saúde do motorista que, desse jeito, não fica exposto ao produto o tempo todo). Ou seja, quando está subindo a avenida, a fumaça está indo para os prédios aqui em frente. Quando está voltando pela rua de trás, novamente o bico aponta para o outro lado. Se a via for mão-única, os prédios do lado esquerdo jamais serão encobertos pela névoa de querosene e veneno.

Os mosquitos atacam em ambos os lusco-fuscos e são guiados pelo cheiro do gás carbônico que exalamos pela nossa respiração e através da nossa pele e pelo ácido lático produzido em nossos músculos (existem outros odores também, mas esses dois são os principais).
Depois da picada, o tempo de incubação do vírus varia entre quarenta e oito horas até quinze dias, quando ficamos doentes (mas nem toda picada transmite o vírus e às vezes são necessárias várias incidências).
Os sintomas principais são: dores nos músculos e nas juntas, manchas vermelhas pelo corpo e moleza. Mas um só não quer dizer nada, todos têm que estar presentes. Só dor nas juntas pode ser Gota, manchas na pele pode ser Chanha e moleza pode ser preguiça. Se os três sintomas estiverem presentes, corram (mas corram devagar) para o médico ou posto de saúde, bebam água como se não houvesse amanhã e DESCANSEM. Dengue não tem cura, quem faz o sujeito melhorar é seu próprio sistema imunológico que precisa de energia para detonar os invasores. Não desperdice.

E façam um acompanhamento, pois a sociedade precisa saber por onde o infectado andava ao ser picado, quanto tempo durou o quadro e a intensidade daquele modelo do vírus.

Novamente, água e cama. Muito de cada. Porque a Dengue jamais vai acabar…

Muito pouco em comum com o artigo de hoje, mas eu podia deixar essa frase passar batida não:

“Não há vida no ser que não tenha capacidade de mover-se por si mesmo. Embriões não são portadores de vida atual. Eles não têm direito e não guardam sequer expectativa desse direito (à vida)”
-Cezar Peluso, Ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre a Lei de Biossegurança-

30 Maio, 2008

Toda cidade é uma enorme cachoeira…

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , — Igor Santos @ 12:27 am

É meia-noite e treze, acabo de chegar em casa.
No caminho de volta, começou a chover.
Forte!

Hoje seria noite de coleta de lixo. Seria porque debaixo de um pé d’água desses, talvez o segundo mais forte do ano (será que vamos amanhecer com alguma rua inteira?), os garis, corretamente, não se aventuraram nas corredeiras desta cidade-ladeira.
Eu sei que é dia de coleta não por ter que colocar o lixo para fora, quem faz isso é o zelador do meu edifício, mas pela quantidade de sacos preto que vi boiando na ressaca pluvial de agora há pouco.
Já parou de chover, água só caiu por uns quinze minutos, mas foi mais que o suficiente para a minha querida cidade virar um riacho caudaloso salpicado de imundície encapsulada flutuante.

Será que as partes baixas do município amanhecerão cobertas por toneladas de sacos pretos de lixo?

Talvez não,  já que esse mesmo lixo deve estar, agora mesmo enquanto escrevo isso, tapando todos os bueiros e escorredores de água, fazendo com quê a pressão aumente mais e mais, causando, finalmente, uma explosão aquática de sujeira residencial que espalhará detritos por todos os lados, segundo a lei do inverso do quadrado.

Sei mais nem do quê reclame…

sacos

rua

rua2

24 Maio, 2008

Vai, meu irmão…

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , , , — Igor Santos @ 12:04 pm

O Aeroporto Internacional Augusto Severo (augusto na desorganização, severo no calor), ou NAT, para os controladores de vôo e tíquetes de bagagem, é um dos quinze aeroportos mais movimentados do país (para mim, dizer “um dos quinze” é o mesmo que dizer que é o décimo quinto, senão seria “um dos onze” ou “um dos catorze”).

O fluxo em 2005, segundo a Infraero, foi de pouco menos que um milhão e trezentos mil passageiros. O terminal tem capacidade para um milhão e duzentos mil, projetados para dez anos (tendo sido construído em 2000).
Mas, isso não me incomoda muito porque eu uso muito pouco a estrutura aeroportuária propriamente dita. O que eu uso mais e, por consegüinte, mais me incomoda, é o estacionamento.

Algum Espertalhão da Estrela® projetou a entrada e a saída do estacionamento (que apesar de ser dentro de um aeroporto com um fluxo maior que a capacidade, aparentemente não tem dinheiro, mesmo cobrando caríssimo pela permanência, para erguer sequer um toldo sobre o piso, deixando os carros estalando e derretendo ao sol inclemente norte-riograndense) para motoristas ingleses.

O guichê de recebimento e pagamento fica SEMPRE do lado direito do carro, entrando ou saindo:

ROG
Notem a placa que outrora lia “Estacionamento” e que hoje é apenas um receptáculo de lâmpadas fluorescentes que deixam jamais de acender a noite, apesar da placa ter sido destruída há muito.

Percebam também a quantidade de cones utilizados numa tentativa atrapalhada de ordenar a mudança de sentido de mão. Que belo, é o nosso aeroporto!

E dentro do estacionamento? Faltam cones? Mais ou menos, mas sobram rebôlos e gelos-baianos, especialmente desenhados para segurar placas indicativas (e com jeito de roubadas das imediações).

O estacionamento do Aeroporto Internacional Augusto Severo só não é a coisa mais ridícula de Natal por dois motivos:
1 - localiza-se em Parnamirim
2 - a árvore natalina em Mirassol teima em permanecer acesa (dia e noite) com apenas vinte lâmpadas.

Ah! Ia esquecendo.
E não que importe (pelo menos num aeroporto internacional), mas 100% das placas indicativas dentro do aeroporto estão escritas em inglês errado.

http://www.nominuto.com/cidades/ipem_interdita_5_balancas_do_aeroporto_augusto_severo/452/ <– só de pirraça.

10 Maio, 2008

Buraco rasgado

Arquivado em: Natal — Etiquetas HTML:, , , — Igor Santos @ 11:45 am

Lembram disso?
buraco d\'água

Parou de escorrer água.

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