Existiu um bar em Natal chamado Mariu’s que vendia pastel como tiragosto, onde só tocava música ótima e cujo letreiro era uma ilusão de ótica.
Certa vez fui lá como parte de um grupo de oito pessoas (frequentadores assíduos do local) com o único intuito de comer pasteis (bebidas alcoolicas ainda não existiam nessa época).
Como os acepipes eram um tanto pequenos e o cardápio bem variado, cada pessoa conseguia comer dois ou mais, geralmente preferindo sabores diferentes. Nesse dia não foi diferente.
Chamamos o garçom e começamos a escolher. Pastéis de carne de sol, palmito, queijo, camarão, caranguejo, frango com Catupiry e etc começaram a ser somados enquanto o pedido ia crescendo a cada cliente que ganhava a atenção do garçom.
Ao dar a volta completa na mesa, ele anunciou um “sai já” e foi para o balcão, completar o pedido de vinte e quatro pastéis, metade deles de queijo.
Uns quinze minutos depois ele volta e deposita sobre nossa mesa uma cestinha com aproximadamente dezoito unidades de sabores variados.
Variados em relação ao nosso pedido original, pois havia ali muito poucos acertos, incluindo um pastel de calabresa, que ninguém pediu, um de cação, que sequer existia no cardápio, e nenhum de queijo.
Ao constatar o engano eu o chamei novamente e disse convictamente que alguém, possivelmente ele ou o fritador, errou em nosso pedido.
Ao ouvir tal disparate, ele prontamente retrucou com uma das frases que mais rápido me fez levantar e sair de um bar para nunca mais lá voltar:
Nada disso! Eu trouxe o pedido certo, vocês é que pediram errado!

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[...] não é das cidades mais amigáveis com os consumidores, mas tem lugar que alopra. Existe um descaso imenso com a clientela, como se nós não valêssemos a pena e nos [...]