Semana passada eu perdi um amigo.
Cheguei de viagem, soube que ele estava doente, fiz uma nota mental para ir vê-lo mas este acabou por escapulir da minha cabeça e eu perdi a última chance que tinha.
Agora ele está morto.
Já fazia uns dois anos (ou mais, não lembro) que eu não me encontrava com ele, mas eu sabia que ele estava lá, potencialmente.
Um outro amigo meu certa vez justificou não gostar de andar de avião com: “E se eu quiser sair correndo pro meio da rua?”
Eu perguntei quantas vezes ele já havia feito isso de dentro de casa e ele respondeu que nenhuma, “mas sei que quando quiser fazer, posso”.
Fazia muito tempo (tempo demais, eu acho) que eu não falava com Joca, mas eu sabia que quando quisesse, poderia.
Hoje não posso mais.
Médico, jipeiro, motoqueiro motociclista, escultor, curioso e buliçoso em geral, poeta e meu amigo.
Queria conseguir pensar numa piada, mas não consigo.
Linda homenagem ao seu amigo Joca, Igor!