Quando eu morava em Catolé do Rocha, eu não era conhecido e não carregava referências, era apenas Eu de Eu Mesmo.
As referências a que me refiro vêm sempre no formato X de Y, onde X é o indivíduo e Y pode ser a família, o pai, a mãe, o cônjuge, profissão, etc (e.g. Zeca de Soninha; Silvanda de Zé da Praça).
Eu gostei da luta de ser eu mesmo o tempo todo, começando do zero, sem cartões de visita com meus ancestrais até a sétima geração.
Achei edificante. Começar por baixo me fez sentir humilde.
De volta a Natal, eu sou filho de num-sei-quem, sobrinho de fulano, aquele-cara-que-eu-indiquei, tocava-na-banda-tal, e por aí vai.
Vez por outra sinto falta de ser “Igor Santos, prazer.”
