Hoje não tem quadrinhos, mas tem poesia.
Em moeda corrente e legal do País,
Neste ato, contada e achada certa,
Pelo que dá a Compradora
Plena, rasa, geral e irrevogável quitação da quantia
Efetivamente recebida e acima referida,
Bem como pela assunção da dívida mencionada,
Para nada mais da mesma reclamar com fundamento nesta transaçãoQue assim, achando-se paga
E satisfeita do preço da venda ora efetuada,
Cede e transfere a Compradora toda posse, domínio, direito e ação
Que até então exercia ela Vendedora sobre os referidos imóveisHavendo-a por empossada em definitivo nos mesmos imóveis,
Por força desta Escritura e da cláusula constituti; e,
Obrigando-se ainda, ela Vendedora
Por si e seus sucessores,
A fazer esta venda sempre boa, firme e valiosa a todo tempo,
Respondendo, inclusive, pela evicção de direito de vez
Que os aludidos imóveis passam a ser da Compradora
De hoje para sempre.
Não sei quem a escreveu originalmente, mas encho os olhos de lágrimas sempre que tenho que copiar. Por mais de um motivo…


Obrigado, boa poesia.
em haikai:
dinheiro dado,
garante terreno
de papel passado.
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