Isso não é só um conselho ou uma filosofia de vida.
O lembrete “não entre em pânico” pode ser um mantra, necessário para que algumas pessoas mantenham a sua sanidade e integridade mental e física.
Certos indivíduos sofrem de uma condição que atende por vários nomes, como Síndrome do Pânico ou Transtorno da Ansiedade Generalizada (ou qualquer permuta de termos semelhantes), mas independentemente de como se refiram a ela, esse problema é sério e pode interromper a vida de seus portadores, quando em graus mais elevados.
O medo que ataques de pânico geram é, por vezes, tão intenso que se tem a impressão de que a única coisa que pode vir em seguida é a morte.
Uma morte efêmera e sem forma, que aparece de repente, onipresente e opressora, sugando a vida aos poucos, dolorosamente devagar.
A angústia é tamanha que gera um trauma da experiência, um medo de sentir O Medo novamente.
Quando esse medo recém-adquirido é trazido à superfície da mente consciente, um reforço cíclico é iniciado; o medo de sentir medo de sentir medo…
Viver assim é péssimo e quase impossível para alguns.
Existem tratamentos psiquiátricos, psicológicos e terapêuticos, mas o mais importante nessa situação é apoio. O portador dessa aflição não é doido nem incapaz.
Apesar de se tornar um refém indefeso dessa condição desabilitante em certos momentos, aquele que sofre do Transtorno do Pânico pode (e deve) ser tratado como apenas mais um de nós, mas um que precisa de um colo ou de um ombro, como alguém que precisa de uma muleta quando dá uma topada séria.
Estar doente não é ser doente.
Ultimamente eu tenho vivido nessa situação, mas pelo lado de fora.
Minha namorada teve uns ataques recentes e resolveu iniciar um diário para partilhar suas experiencias (vividas por dentro), tanto como autoterapia como para mostrar ao mundo como é sofrer disso.
Para ler, entrem em andressakiri.wordpress.com/.
Espero que seja de ajuda a alguém, principalmente para aqueles que precisam de ajuda.
coincidência ou não, há três meses que eu vinha tendo sintomas exatamente como esses que vc citou em seu texto e mais alguns, prefiro não entrar em detalhes nesse comentário, sei que isso não interessa muito a ninguêm. eu achava que era frescura minha. Dia desses sem mais nem quê,percebi que precisava de ajuda…comecei minha terapia semana passada. Acho tudo muito chato, talvez porque na terapia a “ferida” fica sempre aberta e sendo catucada o tempo todo e ainda jogam ácool iodado pra coisa ficar limpa e mais bonita, porém só faz arder mais. Não tenho expectativa nenhuma sobre o tratamento, Mas como eu fui por livre e espontânea necessidade e decisão exclusivamente minha, Próxima semana estarei lá novamente,sentada na poltrona preta,falando verdades e mentiras, ouvindo perguntas das quais se eu soubesse as respostas não estaria lá.