Vocês lembram de Este blogue contém 0% de gordura trans / Legislação sobre propaganda de medicamentos é revisada?
E de Toddy Light?
Nenhum deles foi escrito por mim, eu apenas achei-os relevantes e resolvi ajudar a espalhar mais.
E vou fazer de novo!
Em Que fim levou a gordura trans?, a autora do Nunca Fui Gorda, Francine Lima, conta uma conversa muito interessante com alguém que não acreditou em tudo o que lhe havia sido dito e foi atrás de respostas independentes:
Ontem mesmo estava conversando com uma advogada que defendeu mestrado em direito constituicional, focado na segurança alimentar. Ela me contou que, durante a pesquisa acadêmica, foi comprar um bombom Sonho de Valsa e leu no rótulo que o bendido não tinha gordura trans. E pensou: é mentira! Ela havia visitado a fábrica e conhecido o processo de fabricação. Sabia, me contou ela, que era impossível nao haver gordura hidrogenada num produto resultante do aproveitamento do “resto do resto do resto” dos ingredientes normalmente usados na produção de um bombom. E resolveu tirar a teima. Procurou o departamento de farmácia e bioquímica da USP e pediu uma análise nutricional do bombom. E pimba! Ela estava certa. Havia mesmo gordura trans no bombom, e bem mais do que aquele 0,02 grama aceito pela Anvisa como sinônimo de zero.
Minhas considerações: enquanto não houver policiamento (por nós) da polícia (qualquer poder público, a ANVISA nesse caso) como há em outros países (eu sou sempre o primeiro a ser contra esse argumento de comparação entre países, mas às vezes nem eu resisto), nada jamais dará certo. Pelo menos para nós, os consumidores-pagadores-de-impostos.
Eu sei que tapar um buraco não pode custar o tanto que mostram que custa e que esse dinheiro extra não está voltando para o meu bolso, mas é difícil agir sozinho.
Se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não está cumprindo o seu dever por qualquer motivo que seja (medo, descaso, corrupção), não é o caso de “alguém tem que fazer alguma coisa”, mas TODOS devemos agir.
Mas eu sei que a desinformação é grande. A quem eu reclamo? Qualé o número para o qual devo ligar e dizer “ei, ó a sacanagem aí!”? Se eu reclamar mesmo, ao órgão indicado, da maneira correta e tudo mais, vai adiantar alguma coisa?
Eu não sei, eu espero que sim, é por isso que continuo reclamando tanto.
Outra coisa, o “causo” citado acima pode também ser mais um daqueles criados para causar o pânico, como os inúmeros emails que recebo com o título “CUIDADO COM O ESTACIONAMENTO DO SHOPPING!!!!!!!” e similares, mas ainda é mais fácil crer que é incrivelmente mais complexo mudar todas as fórmulas de todos os produtos praticamente ao mesmo tempo que simplesmente ignorar as determinações de um órgão público sem-moral e ver o que acontece…
Ai, ai…