==> Antes de começar a reclamar de Natal, preciso divulgar o seguinte:

A Justiça Brasileira quer impedir o acesso ao WordPress.com no Brasil por causa de 1 sujeito que colocou fotos da namorada nua no blogue dele.
Um.
Essa cuspida na cara da liberdade de expressão seria ridícula, mas já aconteceu antes. Tiraram o YouTube do ar aqui por alguns dias porque Cicarelli aparentemente não gostou de ter sido filmada fazendo sexo em público.
Não bloquearam o vídeo, TIRARAM A MAIOR PÁGINA DE VÍDEOS DA INTERNET DO AR!
E quiseram também proibir blogues políticos durante a campanha.
Eu acho possível e provável. Eu reclamarei bastante porque meu blogue, que já tem em média sessenta visitantes diários, será tirado do ar, assim como TODOS OS BLOGUES DAQUI OU DE FORA QUE SEJAM HOSPEDADOS NO WORDPRESS.COM. Mas reclamarei de verdade desse absurdo, nem que tenha que conseguir o telefone do Presidente ou de um Ministro do Supremo.
Existe ainda uma comunidade no Orkut sobre isso, mas eu não sei como esse negócio funciona (é muito moderno para mim), mas quem tiver e quiser me ajudar (in)diretamente, participe.
Vou parar agora até que a fumaça pare de sair pelas minhas orelhas.
Continuem lendo, hoje é dia de reclamar do mundo <==
Hoje eu vi um buraco novo quando estava vindo trabalhar, apesar de fazer uns cinco dias que não chove.
Um corte no asfalto, do tipo que vemos em estradas intermunicipais, pode ser causado por fadiga de material (mesmo fenômeno que faz um clipe quebrar ao ser dobrado e desdobrado várias vezes) quando muitos carros passam por cima do mesmo pedaço, por um terremoto (um dos grandes), por vazamento, por contração e expansão térmica (ficando muito quente de dia e muito frio à noite, fazendo do piche uma sanfona), uma picareta (por que não?) ou uma mistura mal feita do alcatrão com as britas (misturas mal feitas causam também rachaduras em paredes, quando cimento é misturado com areia em proporções erradas, e em cabeças, quando destilados são misturados com fermentados em quantidades exageradas).
Já um buraco, do tipo que atualmente empesta a minha cidade, é causado pela chuva.
Eu sei que não é a precipitação que cava os buracos no asfalto, mas o movimento da água que passa por baixo da pista, levando a areia (ou o quê quer que exista embaixo da camada impermeável), deixando um espaço que será preenchido posteriormente por um carro ou um pedestre incauto que por acaso empurre a fina camada asfáltica para dentro da abertura.
Qual é a solução para esse problema que castiga esta cidade, deixando-a mais esburacada que Serra Pelada?
Envenenar todas as pobres formigas que moram e criam túneis dentro desta duna e impõe um risco estrutural para nossas casas e escolas?
Não.
Misturar nossos excelentíssimos governantes e legisladores com lama e pedra moída, criando uma argamassa que, ao ser injetada na areia, intensifique a durabilidade da crosta natalense?
Talvez.
Deixar de deixar que os mesmos pseudo-proto-cimentóides (vou facilitar essa: impedir que os políticos supra-citados) aterrem nossas lagoas de drenagem em prol do desenvolvimento predial?
Sim.
Como eu disse antes, Natal é circundada pelo mar, cortada ao meio por um rio perene e de maré e construída em cima de areia permeável. Porque diabos então este lugar alaga tanto?
Se você enrolar uma bucha de pia com papel filme, aquela não mais absorverá água.
Por mais permeável a absorvente que um material seja (como a areia), basta uma fina camada de algo impermeabilizante (barro, cimento, asfalto) para suas propriedades de absorção serem perdidas.
Um amigo meu mora em cima de uma ex-lagoa. Ele disse que o sistema de drenagem do edifício é perfeito e jamais alagou, nem durante a chuva que destruiu a cidade.
O resto do bairro, porém, ficou mais de um metro embaixo d’água. Água esta que seria conduzida gravitacionalmente até a lagoa onde hoje se acha o prédio.
Muitas lagoas foram aterradas e tiveram coisas construídas em cima. Eu não sei o número exato, não sei quem sabe e, admitidamente, estou com preguiça de ir atrás (se alguém quiser me ajudar e ir atrás dessa informação, eu agradeceria bastante), mas sei que foram muitas, pelo menos umas dez. Digo que “sei” porque ouvi um repórter falando, e repórteres não mentem, certo?
Realmente eu preciso de uma opinião técnica de um especialista. Ou de um parecer, o que seria ainda melhor. Mas, como falta de conhecimento específico nunca me impediu de continuar falando, continuarei.
Eu acho (tudo no artigo de hoje é chutado, eu não pesquisei coisa alguma, dêem um desconto) que a Cidade do Sol precisa de mais áreas abertas dentro da área urbana. Não adianta ter a segunda maior área verde urbana do país se ela fica completamente separada do resto da cidade. Precisamos de parques e lagoas (com sistemas de filtragem de água, para não ficarem todas como a da Cidade da Criança) dentro dos bairros, nas partes baixas, para a água ter para onde escorrer.
Precisamos também de bueiros. Por que uma poça sempre se forma em frente ao Carrefour? Quantos bueiros existem naquela área? Isso é uma conta de somar.
Precisamos ter o lixo recolhido antes que ele seja levado pelas chuvas, entupa o mundo e fique de molho ao sol, desmanchando e espalhando a podridão dos restos comerciais dos moradores.
Mas, o que mais precisamos é deixar de reclamar pro vento e começar a gastar os ouvidos das autoridades.
Buracos nas ruas:
SEMOV - Secretaria Municipal de Obras e Viação
Telefone: 3232-8100/8101
Email: semov@natal.rn.gov.br
SEMSUR - Secretaria Municipal de Serviços Urbanos
Telefone: 3232-8950/8951
Email: semsur@natal.rn.gov.br
Lixo nas ruas:
URBANA - Cia de Serviços Urbanos de Natal
Telefone: 3232-8769/8770
Email: urbana@natal.rn.gov.br
Vazamentos:
CAERN - Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte
Telefone: 3232-4218/4420
Email: caern@caern.com.br / operacoes@caern.com.br
Reclamações:
ARSBAN - AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS DE SANENAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DO NATAL
Telefone: 3232-9313
Email: arsban@natal.rn.gov.br
GAPRE - Gabinete do Prefeito
Telefone: 3232-8845
Email: prefeito@natal.rn.gov.br
Seja um cidadão, mas seja um daqueles que reclama!
EDIÇÃO MATUTINA: Estava chegando ao trabalho (7:15) e o sinal da Rio Branco com a Apodi está destruído. Não sei como nem porquê, mas sei que quem está direcionando o trânsito é um dono de banca de revista. A STTU só liga o telefone (0800 281 4050) durante o horário comercial. Só daqui há uma hora.
Isso se os funcionários não ficarem presos no engarrafamento.
Se o sinal tivesse quebrado depois das seis da tarde (como aconteceu com o do cruzamento da Prudente de Morais com a Alexandrino de Alencar mês passado que criou um engarrafamento de mais de quilômetro em todas as direções), teria que passar quinze horas quebrado.
Quando eu chegar em casa para o almoço eu coloco uma foto de sinal quebrado e do dono de banca controlando o tráfego.
EDIÇÃO VESPERTINA:
O dono da banca se arriscando em frente aos ônibus no meio da rua:

O sinal misteriosamente desmantelado:

Tenham um bom dia.
X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X×x×X
P.S. Ninguém conseguiu resolver a charada por completo ontem (duas pessoas chegaram MUITO perto), portanto lá vão dicas.
A primeira parte é a chave para resolver a segunda.
Leiam as etiquetas, elas são as instruções.
São três etapas: resolver a charada, achar a recompensa e provar a resolução.