O Brasil é, sem dúvida, o melhor maior país mais bonito do mundo. O maior de todos está caindo aos pedaços e é praticamente desabitado relativo ao seu tamanho, o segundo é um grande deserto de gelo, o terceiro é super-populado e opressor, o quarto é melhorzinho, mas também tem muita gente e é um alvo ótimo para um ataque do primeiro (hoje em dia nem tanto), do terceiro (um pouco mais provável) ou dos aliados deste (bem mais provável).
Ninguém quer nos atacar, não temos desertos nem temperaturas negativas, somos mais ou menos democráticos, temos uma população razoável e o povo mais bonito do planeta.
Não somos alvo por sermos mansos (a prova disso é que nos deixam ter tecnologia nuclear e de construção de foguetes, duas coisas que o Irã quer e não deixam ter), não sofremos extremos climáticos por causa dos movimentos tectônicos que nos deixaram neste lugar bom (por enquanto!), a democracia é helênica e foi cedida (estabelecida, imposta, defendida, etc.) por nosso irmão continental maior e mais velho, a quantidade de gente é controlada pelo território (lugares muito cheios geram menos indivíduos, lugares sem recursos idem, no meio tem mais gente, em cima tem menos) e pela economia (quem não tem dinheiro para ir ao cinema, viajar, praticar esportes ou comprar televisão, tem que se entreter de alguma forma).
Nós tínhamos tudo para sermos muito feios, mas a simples presença de Luanda no mundo pende a balança para o outro lado.
Capital de Angola, ex-colônia portuguesa (ganhou independência 34 anos atrás, completados hoje!), fundada por Paulo Dias Novais em 1575, Luanda foi a principal cidade “exportadora” de escravos para a Terra de Santa Cruz por 286 anos.
Esse tempo foi suficiente para amarronzar nosso povo, nos deixando mais adaptados ao nosso próprio clima (coisa que os portugueses não são) e introduzindo o ótimo material genético dos descendentes diretos dos primeiros humanóides a andar eretos pela Terra que passaram milhares de anos otimizando sua otimabilidade.
Os índios ajudaram um pouco a misturar, mas a menos que você seja paraense, acreano, rondoniense ou cearense, você e seu DNA nunca viram um índio.
A beleza não está só na cara arredondada; está no corpo esculpido (e.g. Concurso de Mulata), na pele macia (que leva sol e não engilha), no jeito de andar (a famosa Ginga), de tocar (Europa nunca teve tambor), de sorrir (nada há mais bonito que um sorriso de Luanda), de se relacionar (integrante de tribos não pode se isolar, ou vem um leão e come), e na beleza natural/inerente/própria, daquelas que todo mundo olha e diz “eita, que bonito!”.
Poucas coisas são piores que tráfico de pessoas por qualquer motivo, mas pior ainda para trabalhos forçados. O preto não era sequer considerado humano, mas um animal de trabalho, como um boi ou uma mula, que obedecia a comandos complexos e sabia jogar capoeira, batucar e inventou a feijoada e a cachaça.
Mas, sem querer ser muito conseqüencialista nem maquiavélico demais, devo dizer que a atroz crueldade praticada por nossos irmãos lusitanos nos foi benéfica. Mas não justificável (Ruma de fídumaégua! Sabe trabalhar não?).
Nossos irmãos pretos de linguagem e linhagem merecem homenagens e congratulações sempre que possível (hoje mais ainda por sua independência estar completando anos). Angola é um país muito bonito e culturalmente rico e deveríamos ser gratos por isso (não pela beleza da paisagem de lá, mas pela cultura deles vazada aqui).
E como não poderia ser diferente (pode, mas não é, confiem em mim nessa) na capital e cidade mais importante do país, Luanda é maravilhosamente bela e de uma capacidade extraordinária e merece nada senão elogios!
Obrigado por existir e fazer da nossa aldeia um lugar mais bonito.
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it’s a long way to the top if you wanna rock n roll!
Oh! querido,
tou axando beleza esse negócio de lê esses artigos (sei lá se chama de artigo – ou é muito antigo?).
Tou lendo pra Alfredo e ele tbm tá adorando. Oi só, não é que ele tenha desabrendido de ler, mas tá operado do joelho (não dos olus) e não pode ficar sentado. Virge, parece operado de outras coisas, né não?
Um cheiro no cangote, caso tenha tomado banho oje.
Porra assim não dá, enviei um comentário com uma letrinha trocada, fui consertar e ficaram os dois. Tá feito aquela estória da carta, que o “cara” escreve duas e coloca uma dentro da outra e diz: se uma não chamar a outra chaga. Agora, me diga, pode????????
Olá Grandão,
ouví a leitura das matérias e gostei muito, especialmente a estória da Grafita e da Borracha. Lembro-me de ter usado miolo de pão para correção de escrita, na minha infância de menino pobre. Ouví, lembrei e aprendí muito sobre a origem do lápis que até hoje, passados mais de 60 anos, ainda uso.
Sobre Luanda, gostei do texto e comungo da mesma opinião quanto aos negros que deixaram aqui, em nossa terra, a sua enérgia física, sua cultura e sua beleza.
Amigo, tinha ciência do seu vasto conhecimento na área tecnologica porém, fiquei admirado com o grau de sensibilidade humana quando você se refere aos nossos irmãos de Luanda. Porisso, sento-me feliz por tê-lo como sobrinho (mesmo que emprestado mas sobrinho é).
Um abraço, Alfredo
hehhehee… two thumbs up!