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- A gente precisa sair mais de casa.
– Por que? O gás está vazando?
– Não, a gente vive enfurnado. Vamos sair?
– Dessas roupas?
– Não, sair de casa.
– Você que ir dançar?
– Só se for dançar deitada.
– E se a gente sair para comer?
– Para eu voltar comida?
– Melhor que ser gozada em casa.
– Que tal um pastel?
– De cabelo? Quero.
– Aff. Você tem fome não?
– Tenho fome de justiça!
– E sede de vingança?
– Não, eu bem que tomaria uma Fanta agora.
– Ou uma Soda boa? Só se for agora.
– Ou se for daqui.
– E se for da rua?
– Concordo. Vamos ficar em casa.

natureza-perfeita

Especialmente para o salmão que passou depois, quando o urso estava distraído.
Mais perfeição natural aqui.

- Amiga, você não vai acreditar. Acabei de ser abordada aqui na frente.

- Ai, como assim? Você foi assaltada?

- Não, deusmelívre! Foi um cara maltrapilho aqui em frente ao seu prédio, agora mesmo enquanto descia do carro. Ele fedia tanto, aff!

- Em frente ao meu prédio!? Ah, vou ligar para o porteiro agora para ele chamar a polícia! Esta cidade está passando dos limites, já tenho que aguentar pedinte no meu bairro e agora querem que aceite em frente ao meu prédio? Daqui a pouco vão querer que eu adote…

- Foi horrível, ele fedia tanto!

-…olhe Francisco, não interessa, não quero esse tipo de gente aqui perto. Minha amiga foi abordada agorinha, você deve até ter visto. Pois é, então resolva. Tchau.

- E aí?

- Você acredita que ele disse que não tem crédito no celular? Não quero saber, ele é o porteiro, ele que tem que cuidar disso. Querem que eu resolva tudo agora? Daqui a pouco vão querer que eu lave as escadas também. Esse seu perfume é tão gostoso! Estava sentindo lá da cozinha.

- É bem gostoso, né? E é suave, também. O bom de perfume da Chanel, que eu acho, é usar muito. Sair por aí toda perfumada, todo mundo percebe logo quando você está por perto só pelo cheiro.

- Adoro! Combina com sua personalidade. Mas me conta, e o cara lá embaixo?

- Ai, que ódio! Só no Brasil mesmo uma coisa dessas. Todo sujo, a roupa rasgada, faltando uns pedaços. Isso devia ser crime, ficar expondo o corpo…

- Ele se expôs para você?

- Não! Exposto que eu digo é a roupa, toda rasgada, com uns os pedaço do corpo dele mostrando… eu não pedi para ver isso, por que ele pode sair por aí mostrando?

- Credo.

- É… estou pensando em fazer uma plástica.

- Lipo?

- Também. Quero aumentar meus seios. Adoro usar decote, você sabe.

- Sei.

- Aí vou ficar bem bonita com aquele decotão até o umbigo, hehehee

- HAHAHA!

- …e faço lipo também porque não aguento mais usar este shortinho com blusa comprida. Combina melhor com blusinha curta, mostrando aquela barriguinha chapada.

- E com peito novo dá para usar vestido de costa-nua também.

- Ai, adoro! Esta blusa aqui tem um pouquinho também, olha.

- Ah, pensei que mostrava só o ombro.

- É. Tem mais é que mostrar mesmo, né?

- Tem. Ai, pera, vou atender o interfone.

- Tá.

- Pronto, foi embora já.

- Que bom! Ele era tão esquisito, você não tem nem ideia!

- Era feio?

- Nem sei! Era tão esquisito que nem dava para saber se era feio. A cara queimada do sol, toda suja, o cabelo todo desgrenhado… como é que alguém consegue ficar com a cara coberta de sujeira daquele jeito e não lavar? Só pode ser de propósito, para chocar gente de bem.

- Eca! A cara suja de quê?

- Sei lá, sujeira. Como que caiu num chão sujo de cara e não limpou, como tivesse areia na cara, poeira, sei lá. O cabelo todo duro e sujo, dava para ver de longe, como quem não gosta de lavar o cabelo, sabe? Tão sujo que tinha várias cores diferentes, a coisa mais horrível do mundo! Todo desigual, maior dum lado, ui!

- Ah, por falar em cabelo, onde você vai fazer o cabelo pro casamento da sua cunhada?

- Ai, não me compara àquele sujo! hihihihi

- Eca, nãããã! hehehehe Desculpa!

- Nem sei ainda, miga. Acho que vou naquele salão que você gosta. É lá que fazem uns penteados bem diferentes, né?

- Isso.

- Estou pensando em fazer um que vi numa revista. Mas tem que ter muuuuuito spray. Tem que armar bem o cabelo, é um penteado bem moderno, daqueles meio assim, sabe?

- De lado? É assimétrico, que fala?

- É! Isso! A-DO-RO!

- Sério?

- AMO! Quanto mais pro lado, melhor! Aproveito e faço luzes e mechas. Lá faz maquiagem também, né?

- Acho que faz, nunca fiz.

- Quero uma maquiagem bem discreta, tipo as que estão fazendo hoje em dia nas noivas, sabe? Tons terra, em camadas, sabe?

- Degradê?

- Não, vários tons em cima um do outro, se sobrepondo. É tipo como eu faço em casa, olha aqui em mim, dá para ver as camadas?

- Ah, entendi.

- Aqui estou com tons mais areia, mas no casamento quero aparecer melhor nas fotos, ficar mais corada. Bem muito bronzer! Quero ficar com cara de garota de praia!

- Linda! Vai chamar mais atenção que a noiva!

- É para isso que a gente vai, né? hihihi

- Ai, amiga, você é péssima! hehehe

- Amiga, que foto linda!

- Linda, né? Foi da viagem mês passado.

- Lá tem neve?

- Neste época tem, é lindo!

- Adoro neve! Melhor clima para tomar vinho.

- E lá tem os melhores vinhos do mundo!

- Sério? Ai, quero ir.

- Sério, vale a pena demais. Os meninos vão adorar!

- Espero que sim. Por falar nisso, que horas são? Preciso avisar que eles vão ter que voltar da aula com o pai hoje quando ele sair pro almoço.

- Ele almoça em casa?

- Nada! Quase nunca dá tempo e sempre acabo almoçando só. Ele tem só uma hora de intervalo. Minha empregada sabe cozinhar mas todo dia não dá.

- A gente devia almoçar junta pelo menos duas vezes por semana, né?

- Também acho. Ninguém merece ter que sair para buscar os meninos no colégio e voltar para casa para almoçar. Onde já se viu, sair de casa e voltar pro almoço? Não dá… ainda mais com o trânsito que tem na frente da escola. Uma ruma de gente parada no meio da rua esperando menino sair. E tem uns que estão estacionados, com jeito de quem passou o dia todo dentro do carro. Tem o que fazer não, é?

- Vamos saindo? Já estou ficando com fome.

- E eu com sede desde que você falou em vinho. Vamos beber duas garrafas hoje? Só porque a gente pode? hihihi

- Vamos! hahahaha

- Ai, será que o homem ainda está lá?

- Não, Francisco disse que ele saiu.

- Desocupado. Odeio gente desocupada! Só quer se aproveitar do dinheiro dos outros, se oferecer um emprego não quer!

- Pois é! Vagabundo!

- Não sabe o valor do dinheiro, só sabe pedir! E pior, eu sei que não vai usar para comer ou trocar de roupa, quer dinheiro para se drogar ou beber! Mentiroso safado!

- Certeza!

- Já pensou, eu dar o meu dinheiro para quem não quer nada com a vida? Pega o dinheiro e vai direto comprar drogas e usar escondido. Tudo para não encarar a realidade, né?

- Ninguém merece!

- De jeito nenhum! O dinheiro que eu tenho na carteira não é para dar a vagabundo drogado.

- Você vai pagar o almoço com dinheiro?

- Não, o almoço vou passar no cartão. O dinheiro é pro meu Rivotril que vou comprar no caminho. Não gosto de comprar no cartão porque meu marido sempre olha o extrato e vem brigar comigo. Não posso com isso, me casei só para sair de casa e não ter que ficar ouvindo coisa!

- Sei como é, amiga.

- Vamos passear no shopping depois? Tem muita coleção nova chegando.

- Vamos!

Seja por causa da falsa nostalgia criada pelos desenhos importados que assistimos quando crianças, seja porque realmente provamos daquela maçaroca que teima em residir permanentemente no céu da boca, como uma espécie de anjo bucal, manteiga de amendoim é uma daquelas coisas das quais, aparentemente, todo mundo gosta.
Existe, no entanto, uma dificuldade em se encontrar o produto nas prateleiras dos supermercados brasileiros, visto que não comemos sanduíches de manteiga de amendoim com geleia pois nossa carga horária colegial não engloba a hora do almoço nem temos detenção na cantina por termos sido pegos pelo inspetor de corredor guardando objetos inapropriados nos nossos armários logo após saimos do vestiários depois do treino de basquete onde discutimos com a líder de torcida por ela ter dado mole para o zagueiro.
Paçoca, por outro lado…[1]

Aos que buscam em vão o elusivo vidro de manteiga de amendoim, tenho boas notícias: amendoim in natura é facilmente encontrado em qualquer supermercado e a manteiga é facílima de produzir em casa, com ingredientes e aparelhos que você provavelmente já possui.
Como este texto é para ensinar a fazer biscoitos de manteiga de castanha, sua sorte não está muito boa, no entanto.

Vamos à receita:
Obviamente, se você não encontra a internacionalmente famosa manteiga de amendoim também não encontrará sua prima pobre, feita da castanha do caju. Mas, sinto que sua sorte está mudando, porque vou ensinar como se faz manteiga de castanha bem gostosa de comer.
– Você vai precisar de 300 gramas de castanha (eu usei o que chamam de “castanha caipira” mas recomendo usar daquela bonitinha, tipo exportação), uma pitada de sal, 30ml de mel ou glicose de milho ou xarope simples (pode ser açúcar, mas ajuda ser molhado) e 80ml de óleo.
– Passe a castanha num processador (acho que no liquidificador vai levar bem mais tempo, não testei) até obter quase uma farinha; adicione o sal, o óleo e o líquido doce (morno, para facilitar o escorrimento).
– Continue processando até alcançar a textura desejada. A minha ficou crocante porque deu preguiça de perseguir maior cremosidade. Mas a vida é sua, não sou seu pai, você faz o que quiser.

Agora, para o bicoito (ou cookie) de castanha de caju (ou Cajookie®):
(Note que ele é sem glúten, sem gordura trans ou saturada, sem lactose e totalmente orgânico. Se, no entanto, você não pode comer ovo, eu só lamento, porque ovo é a melhor coisa.)

- Misture 250ml de manteiga de castanha (a receita acima rende um pouco mais que isso, então ainda sobra para você misturar com leite de coco e usar como molho de peixe DE NADA!) com 250ml de açúcar (ou o equivalente no adoçante que já tiver saturado seus receptores mói de evitar o retrogosto – eu usei 125ml de sucralose) e um ovo grande.
Isso deve resultar em uma bola mole que descola da mão sem ficar dura. Se a massa tiver ficado muito molhada, seu biscoito vai escorrer na forma e ninguém quer ver isso. Então coloque uma colher de amido de milho (maisena, minha gente. Amido de milho é maisena, sem pânico).
Se ficar dura demais, me ligue para eu consolar você, já que sua vida tem sido tão difícil ultimamente.

cajookie-ingredientes

Como minha colher de sorvete é graduada eu não preciso tentar medir a manteiga numa xícara nem ficar tentando raspar o que inevitavelmente ficaria pregado nos cantos de um copo-medida. É feio, mas é limpinho.
Deixe o forno esquentar até alcançar os 180°C (você tem um termômetro de forno, né?) enquanto prepara as bolinhas, usando um boleador, uma colher-medida ou, caso você tenha sido criado por lobos selvagens, as mãos.

cajookie-bolinhas

Coloque as bolinhas numa forma untada ou com proteção antiaderente apropriada, dê uma leve imprensada com um garfo para formatar os biscoitos (é mais fácil assim do que tentar transferir discos pré-fabricados, acredite) e deixe no forno por dez minutos, girando a forma uma vez se seu forno não for confiável (e provavelmente ele não é, daí a necessidade do termômetro).

cajookie-forma

Minha massa ficou muito preta por causa da caipirice das castanhas, mas se você usar a variedade mais clara (como eu recomendei) você irá notar as beiradas mudando de cor depois de dez minutos de forno. O cheiro também é um bom indicativo de que eles estão quase prontos.
Você precisa agora deixá-los esfriar. Pode ser num prato, se você for um sobrevivente da guerra franco-prussiana. Caso contrário, se atualize e tenha uma grade de resfriamento em casa.

cajookie

Lembre-se: o mais importante é se divertir na cozinha. E, desde que você não desvie das minhas instruções nem me desagrade, você irá se divertir. Isto é uma ordem!

———

[1] A maioria de vocês chama de paçoca aquilo que é pouco mais que uma manteiga de amendoim esfarelenta, quando na verdade a palavra “paçoca” é de origem indígena e designa “ato de socar carne seca com farinha”. Aí você mistura com feijão verde e cebolinha, joga manteiga da terra por cima e seu sábado está completo.

A história é a seguinte: viajarei semana que vem e o Aeroporto Internacional de Natal Augusto Severo, cuja reforma de “requalificação e modernização do terminal de passageiros” realizada um ano e meio atrás custou R$ 16,4 milhões, vai fechar no sábado.
Sorte a nossa que a estrada de acesso que deveria ter sido feita sete anos atrás por 28 milhões não ficou pronta, apesar de já estar em uso e ter custado R$ 60 milhões mesmo sem qualquer sinalização ou barreira de segurança.

Como o caminho para o novo aeroporto é, exatamente, duas vezes mais longo, fui hoje dar uma olhada no que me espera.
Contando da minha casa, ao invés de doze e meio quilômetros precisarei percorrer vinte e cinco. Mas, numa matemática potiguar, o dobro da distância significa o quádruplo do tempo. Por passar pelo infame “gancho de Igapó”, local com maior densidade de tráfego do RN em horário de pico, o usuário do aeroporto precisará ficar preso em pelo menos sessenta minutos de trânsito lento para, só então, tentar não se perder a caminho do aeroporto.
Por outro lado, li agora uma notícia que diz que a “conversão à esquerda na rotatória, utilizada pelo fluxo de tráfego oriundo de São Gonçalo do Amarante com destino à BR-406/101 (Ceará-Mirim/Extremoz) será extinta“. Ou seja, os moradores do município onde se situa o aeroporto precisarão ir até outra cidade, fazer o retorno e voltar para o locar de onde saíram para, só então, terem o direito de tentar chegar ao aeroporto, passando por uma obra que, após dez anos, custou R$ 48 milhões e, dois anos depois disso (a notícia é de 2012), nunca foi sequer iniciada. Quatro milhões de reais por cada ano de atraso. Parece uma multa que o Estado aplicou a si mesmo e, como toda boa multa cobrada pelo Estado do Rio Grande do Norte, o dinheiro puft.

Bom, voltando. Após passar num trecho que não vê melhorias desde, literalmente, o século passado, passa-se sobre a Ponte de Igapó (batizada oficialmente como “Ponte Costa e Silva”, em homenagem ao grande estadista nacional que instaurou o AI-5, instrumento que deu ao presidente poderes absolutos de ditador, usados para destituir a governadoria de Aluízio Alves, nome do novo aeroporto) e vai-se direito pela BR-406.

Se você não sabe qual é a BR-406 eu só lamento, porque não existe uma só placa indicando sua existência. O que existe, numa rotatória dez quilômetros após a ponte, é uma placa da FIFA – sim, uma placa de sinalização da FIFA, não do DER – apontando o caminho (existe antes uma primeira rotatória, o já mencionado “gancho”, mas ela foi fechada para os pobres que não moram na capital, então acho que não tem erro ali).
O problema é que esta placa em questão aponta para o lado errado. Ao invés de indicar a BR-406 ela aponta para a BR-101 e diz “AEROPORTO ->”.

Se você não se perder em Extremoz (outro município) e tiver desafiado a placa e seguido mais ou menos em frente (é uma rotatória, não existe “em frente” teoricamente), você irá continuar mais ou menos numa linha reta até a próxima placa da FIFA (novamente, nenhuma placa do departamento responsável pelas placas) que diz que você está indo muito bem, pelo único caminho possível.

Em seguida, mais ou menos oito quilômetros depois da segunda rotatória (aquela onde você deve desobedecer à placa da FIFA), não existem mais placas. Porque você já passou da entrada para o aeroporto.
Supondo que, por algum motivo sobrenatural, você achou que aquela ruma de terra preta virada ao lado da pista (que está sendo duplicada do lado contrário ao do acesso – jênial!) era uma entrada e conseguiu não capotar o carro na ladeira nem descer as encostas desprotegidas que ladeiam a pista em ^reforma^ (aspas irônicas), você deverá entrar ali. Isso se conseguir ver a ruma de terra preta virada, já que não há iluminação pública no local por se tratar somente de uma rodovia federal.

O acesso é por ali no fundo da ladeira. A imagem do GMaps é de 2012 e ainda não sabiam que ia ter um aeroporto por ali, cujo acesso deveria ter sido feito antes...

O acesso é por ali no fundo da ladeira. A imagem do GMaps é de 2012 e o poder público ainda não sabia que ia ter um aeroporto por ali, cujo acesso deveria ter sido feito antes…

Somente após entrar no acesso e percorrer alguns decametros a placa indicativa se fará visível. Novamente, uma segunda placa que diz qualé o caminho quando você está no único caminho possível – e a primeira colocada pelo Poder Soberano Federal.
O mesmo poder colocou uma placa, logo adiante, avisando que o aeroporto se encontra a quatro quilômetros.
Cinco quilômetros mais tarde, descubro pelo segurança da obra que ainda faltam dois quilômetros até a entrada propriamente dita.

Aliás, cinco quilômetros da estrada mais perigosa que já encontrei na vida. As bordas não só são altas como são afiadas (e com carros andando na contramão NA IDA E NA VOLTA). E, a exemplo do acesso recém-inaugurado para o aeroporto recém-reformado que irá fechar em quatro dias, este também não tem qualquer proteção lateral, o famoso guardrail. Apesar de que aqui em Natal nós favorecemos o gelo baiano como forma de contenção automobilística.

Aqui um mapinha. Não deve ajudar muito mas é, sem dúvida, melhor que a sinalização norte-riofifense.

E, porque isso tudinho aí em cima é pouco, ainda tem um pedágio.

Pedágio do Aeroporto Internacional da Grande Natal Aluízio Alves

Pedágio do Aeroporto Internacional da Grande Natal Aluízio Alves

Que não foi pintado e ainda está sem energia elétrica.
Mas tudo bem, a inauguração é só daqui a quatro dias. Dá tempo.

———
ATUALIZAÇÃO – 31 DE MAIO
Ontem, o RNTV fez uma reportagem (gostaria de pensar que como resposta a este texto – que alcançou quase cem mil pessoas em quatro dias) mostrando o caminho e mostrou algumas placas que não existiam quando eu o percorri, dia 27 de maio. Mostraram também uma gambiarra improvisada feita no meio da BR 406 para criar mais uma rotatória e evitar o suposto “capotamento” que citei para efeito cômico (vendo o vídeo que eles fizeram, isto aqui faz mais sentido).
Disseram também na reportagem que o pedágio não existe, o que existe é um “ponto de controle de entrada de veículos”, que é mais ou menos a descrição funcional de um pedágio. O que eu acho que aconteceu foi que o aeroporto precisou funcionar forçadamente por motivos políticos (disso ninguém duvidou até agora) e a empresa foi pega com as calças na mão e com um aeroporto que não tinha preparo sequer para instalar os sistemas de cobrança do pedágio. Mas, hoje, eles não estão cobrando entrada.

Resumindo, o caminho agora está melhor sinalizado. Só ainda não está pronto. Bem com o aeroporto, que só deve ficar 100% em janeiro.
E, até lá, marquem minhas palavras, o pedágio vai estar a pleno vapor.

———
ATUALIZAÇÃO – 1º DE JUNHO
Segundo informações da INFRAERO, confirmadas pelo pessoal do aeroporto Augusto Severo pelo telefone 3087-1270 (e estranhamente ausente das publicações da família Alves, cujo patriarca dá nome ao ASGA e cujo filho, Henrique Eduardo Alves, é aquele que roubou dinheiros dos pobres para dar para seu bode), os voos internacionais via Natal pousarão e decolarão do aeroporto antigo, Augusto Severo, incluindo o voo da TAP que sairá amanhã, 00:55h.

emma watson

Após a chuva de ontem (e sob constatação de que junho é um mês com mais chuvas que março), o Governo do Estado desvelou hoje pela manhã a maquete atualizada do Estádio Arena das Dunas, palco (visto que deriva de circo) da Copa do Mundo 2014 em Natal.
After yesterday’s rain, the State Government unveiled this morning a new and revised model for the Arena das Dunas stadium that will hold, not only the 2014 FIFA World Cup in Natal but also millions of gallons of water, June being a much wetter month.

Nova maquete do estádio Arena das Dunas após chuva de ontem que promete se repetir em junho

Nova maquete do estádio Arena das Dunas após chuva de ontem que promete se repetir em junho

Abaixo, fotos da capacidade do novo estádio em lidar com a água de algumas poucas horas.
Below, pictures of the stadium area’s capacity of dealing with a few hours worth of rain.

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Fotos melhores não foram possíveis pois não há cultura de câmeras de mergulho em Natal.
Alas, better pics not available due to lack of underwater cameras on the market.

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

E aqui, fotos das vias de acesso ao estádio que competecem ferozmente na eterna competição para decidir quem alaga mais e primeiro.
And now, the access roads to said stadium, candidates to future FINA World Championships.

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Estádio Arena da Dunas, Copa do Mundo 2014 em Natal

Proponho um novo mascote também para a Copa em Natal: Copa D’água.
As is costumary in the Land of Slapdashness, we now have a new mascot: the Fifa World Cuppa.

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