O original pertence ao Cowbirds in Love.
Reproduzido e traduzido por mim, sem autorização.
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Oportunidade única na história: agora você pode ser destratado e xingado em público, sem apoio de um manto de proteção de minorias. Você terá o direito de participar (do lado errado) do único preconceito institucionalizado do país!
Você também terá o prazer de ouvir o quão imoral é pois não teme o policial invisível que mora no céu.
E por não ter essa ameaça constante sobre sua cabeça, acharão que, obviamente, você vive de hedonismo e não tem apreço pela vida humana ao seu lado!
Tudo de ruim que você fizer será culpa da sua descrença, mas qualquer coisa boa que faça será devido à sua criação que preza por valores religiosos e ao amor infinito de uma divindade termodinamicamente impossível!
Incrível! Essa oferta só melhora!
Apesar de você ter, estatisticamente, mais capacidade cerebral de processamento que a média da população, nunca será considerada uma pessoa inteligente por desconhecer a “verdade” e o “caminho”.
E tudo que você conseguir alcançar com os frutos do seu esforço, dedicação e perseverância haverá sido apenas uma colher de chá etérea!
Excetuando sofrimento eterno, nada jamais será seu de verdade!
Tudo que der errado em sua vida será castigo divino. E tudo que der certo terá sido presente do grande Papai Noel para adultos que vigia cada um de seus passos.
Você jamais receberá devido crédito por coisa alguma! Sensacional, não?
Mas calma, tem mais!
Apesar de não acreditar no oculto, você será confundido com adoradores de bodes e apreciadores de aromas sulfurosos, porque, para alguns, “não crença” é o mesmo que “crença no extremo oposto ao meu sistema arbitrário”.
Bem-vindos ao mundo do Ou Preto, Ou Branco!
Você verá um mundo de oportunidades se fechando para você!
Você ouvirá os mais vis comentários sobre o quão inútil você é para a sociedade!
Você viverá num mundo recheado do ódio daqueles que pregam amor!
Você receberá ameaças jamais antes sonhadas!
Você receberá um prêmio único: poderá viver o resto da sua vida numa teia de mentiras e desculpas esfarrapadas, montada e mantida pelos outros, que querem “o seu bem” e sabem que “o melhor para você” é permanecer escondido nas trevas da intolerância religiosa alheia!
Porque, tirando esse um aspecto filosófico, você é uma pessoa totalmente normal. E pessoas normais não podem ser constantemente agredidas psicologicamente.
Para isso, você precisa ser descrente!
Meu amigo, minha amiga, vocês vão deixar passar essa chance única em suas vidas?
Quando a oportunidade me foi oferecida, uns quinze anos atrás, eu não recusei!
E saber que existem milhares de pessoas no mundo que sofrem como eu me ajuda a permanecer no meu estado de anti-iluminação!
Seja um ateu você também!
Você não estará sozinho.
=¦¤þ
P.S. O que um fim-de-semana com pessoas maravilhosas e que compartilham da nossa visão de mundo não faz pela nossa vida e pelo nosso senso de comunidade, hein?
P.P.S. Sempre lembrando: eu não sou parâmetro. Sou ligeiramente misantropo.
———
Caso não tenha ficado claro para alguns, eu, Igor Santos, sou ateu.
E já faz um tempinho.
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Dia desses eu estava recapitulando minhas ideias sobre pessoas que são pesadas demais para permanecer em pé sem ajuda de maquinário pesado ou aparatos chumbados em superfícies de concreto e, mais uma vez, pensei: “Como uma pessoa se deixa ficar desse tamanho?”
Em que momento da vida o sujeito olha para baixo e percebe que não lembra mais quanto calça porque não apenas é incapaz de colocar os próprios sapatos como já há alguns anos sequer enxerga os próprios pés?
E a resposta me veio como um tijolo bem arremessado.
Ao desviar o olhar da TV, procurando, sobre a cama na qual eu estava sentado, pela minha caixa de suco de manga que eu tomava para acompanhar a pizza de quatro queijo e escarola que eu havia pedido pouco antes da meia-noite.
Numa tentativa de aliviar meu calor, eu usava a minha mão menos oleosa (no cardápio tem “escarola”, mas deveriam adicionar “com muito bacon”) para levantar minha protuberância adipoabdominal de que modo que esta não mais recaísse sobre meu colo e o bolsão de quentura criado pelo contato pele-pele fosse aerado.
Como um litro de suco demora a esquentar, eu repousei o contêiner na pinça bucho-perna para tentar diminuir a sensação de queimação externa na parte posterior da minha cintura (digam o que quiser, mas “cintura” para mim ainda é o local por onde o cinto arrodeia) e para ter ambas as mãos livres. Pois uma pizza gigante não se come sozinha. O que é bom, porque eu não pretendia dividir minha pós-janta. Especialmente com ela mesma.
Eu acho que nem precisaria dizer, mas após tanto queijo, massa e óleo, nada melhor que um chocolatezinho de leve para rebater.
Eis que então me levanto para procurar as barrinhas de chocolate que havia escondido e, após uns vinte segundos de busca frenética (envolvendo basicamente, como que em trilhos pivotados bem azeitados, o deslizar da minha cabeça para ambos os lados), me encontro sem muito fôlego e com a testa bastante molhada de suor-de-esforço.
Me sento novamente e reflito: e se meu chocolate estivesse sobre minhas sandálias, eu o veria? Pior ainda; se o visse, o alcançaria?
Minha mente de engenheiro partiu então para o mundo das invenções mecânicas, onde os protagonistas são alavancas, polias, acionadores elétricos e botoeiras bem rotuladas.
Ao extrapolar (qualquer engenheiro que se preze precisa extrapolar mentalmente seu trabalho para mais e para menos pelo menos em duas ordens de magnitude, quase que como por instinto) tudo isso, percebi que meu apanhador de chocolates era apenas uma versão reduzida do aparato guindástico que, em pouco anos, eu precisaria usar para me manter em pé.
Desde que bem chumbado numa superfície de concreto.
No dia seguinte, eu comecei uma dieta.
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Tirado do English Яussia, via Edmilson.
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Mas não para mim. Não acho que seria tão fácil.
Há mais ou menos um ano e meio eu transcrevi digitalmente algo que havia vomitado analogicamente em folhas soltas enquanto me encontrava sentado sobre um carro, esperando minha vez de ser atendido por uma fisiatra. Um meio-argumento sobre a futilidade e o egoísmo de planejar uma criança, que intutulei Melhor não ter herdeiros que ser pai de um órfão.
Por ser um fluxo de consciência transcrito ipsis litteris pode não fazer muito sentido linearmente, mas há lições interessantes que eu deveria ter aprendido (visto que sairam da minha cabeça), como o conteúdo sob a denominação Folha 2: [E]u não gosto de fazerem os outros sofrerem. Imagine se todas as aflições emocionais, estresses psicológicos, desilusões amorosas, doenças do corpo e mazelas da alma de um indivíduo fossem culpa minha? (sic)
Pois bem, reitero o apelo: procura-se a felicidade. Eu não sei onde ela está, devo tê-la perdido em algum lugar, mas sei descrever bem sua aparência por ter convivido tanto tempo com ela.
Mas aparentemente agora ela é Isabeau para meu Navarre, desaparecendo quando eu acordo e retornando quando me recolho.
Por favor, me avise se achar que eu repasso sua localização.
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A de hoje é curtinha e instrumental e chama-se Squornshellous Zeta (Andando em Círculos).
Por favor, gostem.
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Hoje, faltando cinco minutos para uma da tarde e enquanto num apartamento no décimo andar, eu senti o chão tremer.
Eu e quase todo mundo com quem eu falei subsequentemente.
Estava acabando meu almoço, ainda sentado e com os pés sobre a cadeira em frente a mim.
Minha mãe, sentada ao meu lado, levantou os pés para se acomodar da mesma maneira, e então senti a mesa tremendo.
Antes que pudesse perguntar se minha mãe havia esbarrado nela com as pernas, ela olhou para mim e disse “o chão está tremendo”.
Apesar de sentir a mesa tremendo (eu não estava encostando no chão, mas apoiado em duas cadeiras e encostando de leve na mesa) e pensar em fazer a pergunta acima, alguma coisa estava estranha naquele sacolejo e eu sabia, mesmo que apenas nos confins pós-racionalizados do meu subconsciente, que não era uma perna chutando o móvel, mas algo mais, como se houvesse um pistão fazendo tudo subir e descer.
Ao me dar conta da sensação inicial, coloquei os pés no chão e senti como ele tremia.
Agora a mesa não só tremia como ondulava de leve e na cozinha a louça soava, com pratos e copos batendo uns nos outros.
O chaveiro pendurado na porta oscilava grandemente, cobrindo um ângulo de aproximadamente noventa graus.
As facas de um conjunto souvenir que ficam penduradas na parede dentro de uma moldura fechada com vidro também balançavam. Neste momento entendi que o vento não fazia parte do fenômeno, pois a caixa é lacrada.
Depois de uns quinze segundos, passei a ouvir um som gutural que, graças ao meu ouvido treinado de engenheiro acústico (e um gerador de ondas sinusoidais para confirmar mais tarde), posso garantir que não passava de 30Hz (ou trinta oscilações por segundos), frequência muito próxima do limiar padrão de audição humana.
Ao ouvir esse ruído, me levantei (com o chão ainda tremendo) e fui até a janela procurar por algum avião voando baixo demais ou um caminhão muito pesado subindo a ladeira que dá para o prédio onde minha mãe mora.
Não havia nada de incomum.
O tremor morreu depois de uns vinte segundos (+/- 20%) e então minha mãe disse “foi um terremoto”.
Meu sorriso então foi de orelha a orelha, pois essa foi minha primeira experiência inteligível com tal fenômeno, agora confirmado por quem já experimentou mais de um desses na vida (Natal sacudiu bastante durante os anos 80, acreditem se quiser).
Logo antes dessa constatação, ela ainda não sabia o que estava acontecendo e sugeriu que descêssemos (pela escada!) pois a vibração era realmente muito intensa e, até certo ponto, alarmante.
Imediatamente após cessar o tremor, mandei mensagens para pessoas que eu sabia estavam também em edifícios (que, segundo dizem, tremem mais que o chão devido a frequências amplificadas de ondas estacionárias) e todos disseram que sentiram.
Assim que cheguei em casa, vi isso em um dos meus programas de mensagens instantâneas:
(13:01:57) Eduardo: terremoto
Eduardo estava em casa, então pessoas no chão também sentiram.
Munido de um relógio e uma excelente “memória física” para ritmos, julgo que a mesa estava tremendo entre sete e oito vezes por segundo (7~8Hz), como a perna de um aluno fazendo um movimento de sobe-desce na cadeira da frente durante uma aula especialmente enfadonha de geopolítica ou cálculo I.
Gostei da experiência. Sempre sou movido por forças dessa magnitude.
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Se você tem uma banda ainda sem nome e simplesmente não consegue pensar em uma alcunha apropriada, lembre-se que a Internet é um lugar mágico, onde (quase) tudo é possível.
Isso aí acima é o primeiro disco de uma banda que só existe neste exemplo e tudo ali é aleatório.
Mas como eu fiz isso?
O primeiro passo é escolher o nome da banda.
A melhor maneira de fazer isso é visitando uma página aleatória da Wikipédia. O nome do artigo será o nome da banda.
Em seguida, o nome do disco pode ser decidido utilizando-se as quatro (mínimo) ou cinco (máximo) palavras do último tuíte na página inicial de @FrasesAleatórias.
(Procedimento semelhante pode ser usado para dar nome às músicas, em caso de indecisão.)
Finalmente, a capa!
O Flickr tem uma opção que mostra nove fotos aleatórias carregadas na última semana.
Mas como nove fotos geralmente muito boas podem causar ainda mais problemas, use um dado virtual.
Clique na figura e espere o número aparecer (se cair no 10, repita a etapa anterior a esta e tente o dado novamente com nove fotos novas).
Depois que você já tiver tudo que precisa, use seu editor de imagens favorito (ou vá no Picnik.com) e pronto!
Agora espere o sucesso chegar!
Porque qual a diferença entre essa aleatoriedade e qualquer outra?
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A de hoje é uma parceria minha com um colega de faculdade, Tim Canterford.
A letra é minha mas o resto é difícil dizer, pois como ambos somos multi-instrumentistas e tivemos apenas quatro horas da pré-produção até o “produto final”, fica difícil dizer quem tocou o quê.
O solo, porém, não é nosso, mas de outro colega de curso, Jason (cujo sobrenome eu esqueci, mas ele trabalhava num açougue castrando bodes).
Eu chamo a música de GUTs and TOEs (mas ela tem outros nomes) devido ao teor unificador da letra.
Espero que gostem.
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Prioridades
Origami de dinheiro ou laudas de sentimentos expostos?
O que vale mais?
Dinheiro estrangeiro antigo
ou
papéis sinceros recentes?
Só no fim conhece-se a verdade.
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